terça-feira, 16 de abril de 2013

A verdade é lenta mas eficaz: oito anos depois de volta ao Jamor

O Benfica foi displicente.
O Benfica foi lento.
O Benfica fez um jogo sofrível.
O Benfica volta ao Jamor oito anos depois.

Quatro factos. Apenas um é relevante.

A Taça de Portugal é um troféu único e transversal a todas as equipas portuguesas. Um troféu clássico do futebol. Um troféu onde todas as equipas suam e lutam por lá chegar e ganhar.

Quero festejar a Taça de Portugal de bigode e mini na mão ao sabor dos golos do glorioso.


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Ás vezes o universo conflui e é justo

Num dia sempre de grandes emoções por entre os sorrisos que me realizam, por entre os amigos e amigas que me realizam e o sorriso maior que me completa, completámos nós os da chama imensa o desígnio de vencer.
Nada é mais completo do que vencer sem sobressaltos, como a superioridade natural do vencedor, independentemente do oponente, do adversário, do inimigo, os fantasmas que nos percebem em vez de nos perseguir...
Hoje não estou no glossário da ironia e do divertimento, hoje preencho a escrita com o sentimento, porque também é de sentimento que se enche o meu coração, quando entre outras coisas uma camisola berrante vermelha com o símbolo glorioso corre nos campos.
Faltam 9 pontos consecutivos para a glória, para libertarmos o inferno de aquitude que nos molda, para devolvermos durante uns breves momentos a  imensa felicidade da unidade do objectivo, da conquista, e hoje, tão tranquilo e silencioso foi o passo que ninguém o sentiu porque o mesmo foi considerado natural.
O Jota continua na fase retraída, à espera da vitória suprema, comedido mas eficaz e letal como a equipa, porque é de uma equipa que se trata.
Atentem ao que vos digo: existem duas formas de construir uma equipa, pela unidade da vitória e do objectivo, da comunhão das batalhas vencidas e da vontade de vencer (a única de forma profissional como estes rapazes que envergam o manto sagrado) ou então pela unidade da convivência e da amizade, da comunhão do desígnio criado inter pares ( a forma amadora com que definimos as nossas ligações pessoais e as tornamos maiores).
Ambas podem resultar e desta forma parece que uma mistura de ambas nos pode trazer a glória. Assim seja....
A equipa passeia tranquilidade e vitória e esperamos interpretar a frase do Cajuda da melhor forma possível: "Não quero ser o indíviduo inteligente do cemitério". Pois bem, nós adeptos desta religião que nos consome também não o queremos ser, queremos só que continuem e que que nos guiem rumo ao Marquês e, se possível, à eternidade! Sejam os justos, os vencedores e que se complete o círculo. Que caia agora a nossa "chuva vermelha".




P.S. Ontem fizeram sete anos que perdemos no Nou Camp na caminhada do FC Barcelona para a 2ª conquista da Champignons League. Ninguém sabe o que isso significa, mas para mim é mais um evento que nunca me esquecerei enquanto for vivo, porque também o meu Benfica é um sinal da minha vida. Paraste apenas para me mudares e nasceres :)

sexta-feira, 5 de abril de 2013

A verdade não morreu há 23 anos

Com que então apenas o 8º ou 10º da Liga Iglesa hã?

Esquece-se o treinador do Newcastle que nas competições europeias os clubes ingleses têm sido pasto fértil para as vitórias benfiquistas. Exeptuando o Liverpool há dois anos, cuja a eliminação do Benfica perante a equipa da cidade dos Beatles se deve em muito a uma má gestão que Jesus estava a fazer da equipa - mão que depressa emendou este ano - os clubes ingleses têm caído frequentemente aos pés do Benfica.

Das alegrias mais recentes frente aos bifes, a que recordo com mais intensidade é a do épico resultado, também em Liverpool, de 0-2 com aquele magnífico golo do Miccoli, que afastou os Red Devils da Champions nos oitavos de 2006.

Por isso, se Pardew estudasse a história dos adversários, teria percebido que não era boa ideia fazer esse tipo de discurso contra o Benfica, uma equipa que nunca perdeu em casa na liga Europa e que tem o Cardozo, que ultrapassou o Falcao como melhor marcador em competições europeias num só clube.

Muito menos vindo de um treinador de uma equipa que nessa mesma Liga Inglesa está prestes a descer.

O Newcastle até entrou bem, forte, rápido a surpreender uma certa sobranceria de Jesus que à confiança mandou subir o Melgarejo à maluca esquecendo-se que o Newcastle tem dois tipos supersónicos na frente.

Depois acertou com as marcações e o Newcastle deu o peido físico e o karma dos campeões iluminou a baliza do Artur. Duas bolas no poste, três defesas milagrosas do Krul e a reposição da justiça cósmica do futebol com três batatas dos pontas de lança do Benfica.


Jesus prova porque é que tem no plantel três pontas de lança titulares para dois lugares. Porque esses dois lugares não têm dono. Eles estão lá para serem preenchidos por um jogador que marque golos, seja este ou aquele ou aqueloutro. E é isso que têm feito.

Agora que estamos tão perto, quero a final.

Quero uma final europeia para o Benfica. A última final europeia do Benfica a que assisti já tem 23 anos e dela só tenho a má memória em loop do Rijkaard a correr para a baliza desamparada do Silvino e a espezinhar um sonho moribundo que tinha começado a morrer com aquele penalti falhado do Veloso dois anos antes.

Estou farto de vivermos só da história. estou farto do domínio do Porto.

Eu quero a glória do Benfica agora, que a história de um clube só se valida no agora. E é agora que quero esta final europeia!


terça-feira, 2 de abril de 2013

Sob o signo do três ou um diferente período Pascal

Perante o dilúvio que cai sobre este país, não estando a referir-me a política mas sim ao boletim metereológico, encontrámos um fim-de-semana alargado orientado segundo o divino - devo confessar que deve ser a primeira vez que o nosso Jota chega ao período Pascal sem ser crucificado (sim, na época do “rolo compressor” nesta altura a equipa estava toda rota e de seguida, o David Luíz armou-se em Jim Caviezel em Liverpool) – em que o sonho continua a comandar as papoilas saltitantes e enquanto a Maria Madalena esperava junto à caverna com três golos briosos, um tal de Lima & companhia despachava a equipa do Espírito Santo (ai sacrilégio!) com meia em vez do meio golo que o profeta da Reboleira de hirsuta cabeleira tanto apregoava aos microfones.


Sinceramente, esta contrição do JJ cheira-me a esturro, agora humilde, sempre com paninhos quentes, discurso ponderado (embora com os mesmos trejeitos glosados do Levanta-te e Ri) ou então não, é apenas o Jota imbuído do espírito da Quaresma que agora terminou. O jogo não foi sem história, mas depois de terminar aos 70 min, excepto para o Maxi é claro, a equipa começou a adornar e a pensar no Newcastre e a fazer rodriguinhos...Não estou a referir-me à passadeira rolante que o Ola João meteu no tipo de verde listado, é claro. O Espírito Santo é divino e tanto quis fazer o que ninguém tinha feito, que os nossos perenes deuses fizeram-lhe a vontade. Adiante…

No regresso da LigOropa não embandeirem em arco na quinta, que os tipos podem não ser a última coca-cola no deserto e tal e coiso, mas aquilo de ingleses têm pouco que estão cheios de franceses de África que correm o jogo todo. A última vez que pensámos que eram favas contadas o Choramingos e os seus guerreiros fizeram-nos a folha e impossibilitaram-nos de jogarmos um jogo de futebol contra os andrades sem o sentimento que o árbitro tinha recebido conselhos matrimoniais ou que era o Pedro Proença (ou então foi uma benção para que o Falcao não fizesse miséria sobre Águias). Só uma coisa me deixa mais tranquilo, o El Niño – chiça, raios parta a chuva - Torres não joga lá, porque nas últimas épocas esse sacana, por muito mal que jogasse na Old Albion, contra o Glorioso tratava sempre de marcar umas batatas valentes e passar a eliminatória.

Quanto ao resto, tudo normal… ou nem por isso, Volkswagen faz um hat-trick depois de ter sido vendido (what?). Se o marreta soubesse disto, assim que assinou tinha-o vendido logo ao West Browich Albion ou Preston South End ou lá o que é aquela porra (nota-se muito que jogava o CM desde 91?)… mas não há como negar que foi uma óptima jogada de valorização de activos, ups, espera afinal o gajo já tinha sido vendido ao fundo, não a fundo…

O de Carvalho entra e em grande, depois dos episódios wrestlingcómicos dá uma conferência de imprensa num jogo de equipas B (oi?) e diz que não comenta arbitragens mas sim pássaros. Bonito, agora que ninguém sabia de onde vinha afinal o homem é ornitólogo encartado.
O Sporting dos Calhaus, sorry, de Braga consegue fazer, cá está o que ninguém tinha feito… fazer 0 pontos com o Sporting (o Gil Vicente não conta que tem o Fiúza não tem um Salvador, pimba, mais uma referência de época!). Brilhante, Peseiro, brilhante…

Enfim, continuemos em frente que é como quem assiste ao Maxi a jogar… ou melhor a correr, a bater e a avançar! Ide-vos à glória!

P.S. Isto podia ser piada de 1 de Abril, mas esperei até passar da meia-noite para que acreditasse, é verdade só faltam mesmo 12 pontos!

quinta-feira, 28 de março de 2013

Outros vermelhos e um verde

Uma semana sem o Benfica jogar para a Liga não dá grande inspiração mas durante estes dias houve factos de outra equipa vermelha, que a seleção também enverga a cor gloriosa nas suas vestes, embora com tons mais de vinho do que do manto sagrado.

E parece que foi com vinho no sangue que a seleção foi jogar a Israel. Portugal está a atravessar um deserto de talento e soluções. Esta geração está desgastada e não há onde renová-la. Sem Ronaldo que carrega o mundo às costas e sem Nani que leva a Lua, Portugal é órfão do seu passado e de si mesmo. E foi com o passado em mente que os judeus resolveram vingar-se numa batalha épica na Terra Prometida e um empate arrancado a ferros. Os restos da seleção que ainda conseguiram pegar numa bola lá conseguiram uma vitória no Azerbeijão num festival de inutilidade do Hélder Postiga. Não havendo muito mais a acrescentar acho que posso resumir tudo na frase que o Gabriel Alves deixou no seu Facebook ao intervalo:

"Postiga, um Krpan com cabelo"

E é isto.

Nos entrementes o Sporting teve eleições. Ganhou um gajo qualquer,

Vamos aos factos que importam. Este sábado o Benfica joga na Luz com o Rio Ave. E é para ganhar, independentemente do que o Porto faça em Coimbra. Duvido que o Pedro Emanuel bata o pé com muita força à sua ex-equipa, portanto só temos é que cavar mais três pontos rumo ao título.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Um fim de semana bem vermelho

Depois de uma sexta feira até altas horas da noite a acompanhar memórias de benfiquismo bem regadas a conhaque e bourbon, (apresento aqui as minhas formais desculpas aos mais empedernidos benfiquistas de bigode à Chalana por não ter sido bagaço) fiquei bem embalado (e proporcionalmente enjoado) para acompanhar o fecho do tal ciclo infernal que se anunciava há muito às duas equipas líderes do campeonato. 11 jogos em 5 semanas não é para todos.

Depois de sortes distintas na Europa, Benfica e Porto teriam que responder em concordância. O clube da bola do Porto acabara de perder o argumento mesquinho de ser a única equipa portuguesa na Champions, ilustrado naquela resposta de merda que deu a Jesus quando o treinador do Benfica bem observou que na altura era a única equipa que lutava em todas as frentes. Após as eliminações do Benfica da Taça da Liga e do Porto da Champions as atenções iam todas para o campeonato. Quem melhor responderia à carga de jogos?

Este Domingo teve a resposta esperada e mostrou duas coisas: O Vítor Pereira não sabe o que anda a fazer e o Porto sem Moutinho é um bluff. Para ajudar à festa, o Jackson, "claramente o melhor avançado deste campeonato" falha um penalti que custou dois pontos.

Pergunto-vos. De que serve um avançado que se farta de marcar golos mas que não marca os decisivos? Tomem lá o Cardozo. Dois golos em Bordéus a dar os "cártes" e mais um penalti a abrir uma vitória larga que deu mais dois pontos no campeonato.

Esta é a diferença. Quando um campeonato se discute matematicamente é importante que as parcelas dessa matemática tenham uma soma evidente. Jackson farta-se de marcar... quando não é preciso. Cardozo não marca tanto, mas quando marca, soma pontos e vitórias.  Como dizia o outro, é só fazer as contas.

O Benfica, jogue quem jogar, responde na altura certa. Ir a Bordéus com dois centrais da equipa B para meter a "carne toda no assador" no campeonato (Jesus safa-se melhor a fazer citações do Quinito do que do Pascal) demonstra uma equipa que sabe as armas que tem, onde as pode e deve utilizar e o que quer fazer e sobretudo com a confiança necessária para que tudo saia bem feito

Estamos cada vez mais próximos da matemática mais importantes de todas. Só faltam 5 jornadas para sermos campeões (não 7, porque daqui a 6 jornadas vai-se ao Dragão e no Dragão queremos ir lá receber um banho dos aspersores do relvado)

P.S. Este domingo fui ao Caixa Futebol Campus ver os Júniores jogar com o Guimarães. Não propriamente de propósito mas porque no desenjoo do almoço, passear pela marginal do Seixal tem algo de tranquilizador.. Nestes jogos dos putos ainda se consegue em alguns momentos aquilo que devia ser uma tarde de futebol. Jogo às três da tarde, famílias, convívio, um ou dois canecos e insultar o árbitro só para alívio das tensões. Bancadas compostas e ambiente de festa. Em oposição ao clima de combate que cada vez se sente mais nos estádios de futebol.  E há certos jogos mesmo de júniors em que essa infeção já se começa a alastrar. Felizmente não foi o caso deste domingo. Mas temos que isso se perca para sempre

sexta-feira, 15 de março de 2013

Um Bordéus vintage das caves da Amadora

"Chigámos aos cártes.É normal, desde que tou no Benfica chiguei sempre aos cártes, às meias finais, só inda não chigámes à finál."

Jorge Jesus numa flash interview digna a figurar na entrada vídeo de um dicionário do futuro para quem queira procurar "Tiradas clássicas do Jasus"

Como me disse uma benfiquista que amíude galhofa com o Jesus, e que ainda hei-de trazer para escrever no Verdades, o homem ontem sacou de toda a sua "mitrice". Ontem não era o treinador do Benfica que estava na flash interview. Era mesmo só um gajo da Amadora.

Pois é verdade, gajo da Amadora, a caminho das meias que  nos "cártes" são os bêbedos de Newcastle e o Jardel pode oferecer mais dois golos que a gente não se chateia.

Um jogo de passeio que deu até para oferecer golos perante uma equipa que não foi tão perigosa ou difícil como Jesus quis vender no fim - embora com a estatística inabalável que demonstra que o Bordéus não perdia em casa para a Europa há seis anos - mas que mostrou que mesmo a jogar com os centrais da equipa B o Benfica joga com a maturidade suficiente para poder chegar aos "cártes" de uma competição europeia.

E agora.

Óscar Tacuara Cardozo

Já escrevi aqui uma entrada sobre ele, não me vou repetir. NO entanto, posso acrescentar que desde que me lembro que sou do Benfica a ver a bola com olhos de gente, eram os tempos do Magnusson, que não vejo um avançado do Benfica a ser tão profícuo (desculpa lá Jasus, este mistifório lexicográfico) tão consistentemente e durante tanto tempo.

É certo que não tem o carisma do sueco, a classe de Van Hoijdoonk, a paixão do Nuno Gomes ou a mística do Torres, nem muito menos é o Eusébio. Só que para mim o Magnusson é uma memória distante, assim como ao Torres e ao Eusébio nunca os vi jogar e o Nuno Gomes foi levado pelo Fiorentina quando estava prestes a tornar-se o novo menino de ouro ao lado do holandês.

Esta bem que toda esta gente marcou golos às pàzadas durantes os anos que tiveram ao serviço do glorioso e que na sua maior parte foram muitos mais do que os do Cardozo

Mas o Cardozo marca golos. Importantes. Concentrados numa só época, época após época.

Ponto final. E ontem marcou mais dois.

Com autoridade. Sem mais.