segunda-feira, 22 de abril de 2013

A verdade, a ética, a estética e a história.

Um derby é um derby. Ontem foi apenas mais um, poderíamos dizer, igual a tantos outros. Com emoção, penaltis por assinalar, cartões, decisões acertadas, outras erradas, falhanços e golos. Dois golos. Aliás, um golo e uma obra de arte.E foi nisto que este derby foi diferente. O golo de Lima precedido da jogada de Gaitán foi algo que nem sempre se vê num jogo de futebol e agradeço a Nicolas Gaitán por me lembrar porque é que gosto de ver bola

Mas antes voltemos ao que o derby foi igual aos outros.

O Benfica, a exemplo de muitos jogos nesta época, entra mal. O Sporting superioriza-se no meio campo e o Benfica tem dois pontas de lança perdidos lá na frente com o Matic sozinho no meio de uma floresta verda sem ajuda do Enzo no meio campo. O Sporting ocupa bem os espaços e não deixa o futebol das asas da águia funcionar. Sporting surpreende com dois bons putos, Bruma e André Martins, a moer a cabeça à defesa do Benfica. Esta é a verdade. Mas também é verdade que nesta primeira parte de domínio do Sporting isso não se contabilizou em números. Nos primeiros 45 muitos o Benfica tinha 6 remates e um golo e o Sporting apenas 2 remates. O Artur pouco trabalho teve. Na segunda parte reequilibrou-se os movimentos no campo, o Lima libertou-se mais na esquerda, obrigou o Sporting a abrir a defesa e o Jesus percebendo as mudanças de Jesualdo reforça o meio campo, metendo o Gaitán no meio. É depois dessa alteração táctica que surge isto:

Não preciso de fazer mais comentários.



Passemos ao elefante na sala.

O penalti não assinalado ao Maxi Pereira por derrube ao Capel na área do Benfica logo no início cuja marcação poderia ter condicionado os destinos da partida..

Ontem à noite discutia nas caixas de comentários do Facebook com um amigo sportinguista que reclamava por justiça acerca da perfeição estética do golo do Lima. Ele contra-argumentava que a estética nunca pode sobrepor-se à ética e que a beleza da jogada do golo de Lima não pode apagar o facto do Sporting ter sido prejudicado.

É uma visão kierkegaardiana da existência em que o estádio estético é hierarquicamente inferior ao estado ético. Poderia dizer aqui que sou mais nietzscheano e defender que a existência humana só faz sentido de um ponto de vista estético, mas estaria a ser desonesto.

Estaria a ser desonesto porque quando o Benfica é roubado (e já o foi muitas vezes) também protesto veementemente e clamo por justiça e ética. É quando aparecem os nietzscheanos todos do futebol a clamar pela superioridade indesmentível da sua equipa, do jogador, etc. argumentando que este ou outro erro é irrelevante perante a superioridade vincada na vitória

Há aqui duas maneiras de ver um jogo de futebol como um derby ou um clássico. Ou vemos determinado jogo isoladamente em que vale apenas o que se passa em 90 minutos e fazemos apenas a elencagem do que se passou unicamente ali, a cada momento e aí podemos avaliar que o penalti não assinalado de ontem condicionou o jogo todo, ou podemos fazer um levantamento histórico de todos os momentos semelhantes em todos os derbys e todos os clássicos o que anular-se-ia por si próprio.

Nem todo o mar nem toda a terra. Não querendo ser mesquinho apetece-me no entanto ter uma coisa favorita dos portistas que é a memória selectiva, e gostaria de lembrar aos meus amigos sportinguistas que roubos de igreja não são exclusivos do Benfica nem se reduzem ao dia de ontem.

Lembro-me particularmente de um Benfica-Sporting em 2001, o último derby a velhinha Luz, onde um dos maiores artistas do futebol (ponto de vista estético) Mário Jardel, inventa descaradamento um penalti ao Caneira, mergulhando perfeitamente dentro da grande área do Benfica, a cinco minutos do fim, quando estava a perder 2-0. Depois do penalti marcado Jardel descobre outro golo ao cair do pano e empata o jogo.

Nesse ano o Sporting é campeão com o Jardel a marcar 42 golos, a terceira melhor marca de sempre, igualando o Eusébio e a apenas 1 do Peyroteo e a 4 do Yazalde.

Os nietzcheanos do Sporting afirmarão sempre a superioridade estética e numérica de Jardel na grande área num ano em que esse empate pouco significou para o Sporting ou para o Benfica - na altura a atravessar o deserto - nas contas da beleza do último título do Sporting. A ética desse jogo perdeu-se na história porque o Sporting ao longo desse campeonato foi claramente superior e resta aos kierkegaardeanos do Benfica ficarem a clamar por justiça e ética.

Ora como a história é coisa que se repete mas em cores diferentes desta vez foi um Sporting a com uma época irrelevante e a 34 pontos do Benfica a reclamar pela ética.

E com razão.

Preferia que a vitória do Benfica não tivesse essa mácula. Preferia ter uma superioridade estética e ética, para além da evidente numérica. Não tenho. Houve um erro de arbitragem que manchou o jogo. Mas olhando para trás no tempo e na história, apesar de os erros não anularem outros erros, daqui a uns anos quando num derby o Benfica for outra vez roubado os sportinguistas vão olhar para trás e acusar-nos do roubo do Capela para anular qualquer crítica que possa ser feita.

O problema da ética e verdade desportiva é que só pode ser aferida retroativamente e depressa é anulada pelas contas no final de cada época.

Assim como hoje o que os sportinguistas se lembram dessa época de 2001 é dos números do Jardel e do título e os benfiquistas só se lembram desse roubo descarado, o que irá acontecer no futuro será o mesmo mas com troca de papéis.

 É justo? Não. O futebol não é no entanto um debate filosófico acerca do certo e do errado. O futebol são golos e a não ser que me digam que o Benfica pagou milhares ao Capela para não assinalar penaltis contra o Sporting, aí sim um problema ético e criminal, no futebol ganha quem marca mais golos, independentemente dos erros dos árbitros. E o Benfica ontem marcou dois, um deles uma obra de arte, um hino ao futebol.

Mais uma vez, obrigado Gaitán.



quinta-feira, 18 de abril de 2013

Derby é Derby e.... vice-versa como diria o outro!

Pronto, chegou a altura da época em que tudo se resume a 3 ou 4 jogos e tudo fica decidido... e nada melhor do que começar com o derby!
Quer se queira, quer não, este é o jogo da nossa memória, da nossa infância, aquele que se prolonga durante dias a fios e se prepara com a mesma ansiedade de um encontro com uma miúda nova que queremos conquistar - ou na versão de alguns apenas dar uma volta no carrossel da fantasia...
Tenho a sorte e a virtude de ter grandes amigos sportinguistas e/ou lagartos, aliás caracterizam-se por serem até alguns dos mais importantes ou próximos... é óbvio que os benfiquistas e/ou lampiões têm a maioria e alguns idêntica importância, mas gosto muito dos meus amigos sportinguistas... mesmo quando distilam o ódio pelo meu clube, mesmo quando confessam que veêm primeiro os resultados do Benfica para saberem se perderam antes de verem que o Sporting venceu, mesmo quando nos atiram com um qualquer resultado do Futsal, Ténis de Mesa ou Corfebol ou mesmo quando insistem na delirante ignomínia dos 3000 e tal títulos incluindo as retumbantes vitórias ou 4º postos no Torneio Internacional de Freixo-de-Espada-à-Cinta em juvenis numa qualquer modalidade individual ou colectiva. Contudo, respeito-os e compreendo.
Extrapolando e armando-me ao pingarelho na antropologia desportiva, isto é quase como a história dos irmãos completamente diferentes, filhos da mesma cidade, opostos na educação, nas virtudes e nos defeitos, quase como se um fosse criado por um pai e outro criado pela mãe (chiça, confesso que me lembrei dos Portas...), um nado nas traseiras de uma farmácia, fundido na vontade e pobreza de um grupo de orfãos, que andou de campo em campo, que constrói um estádio pelas próprias mãos, outro nado para divertimento de um visconde, fundido no pressuposto de grandeza conferido pela nobreza e/ou burguesia, que sempre povou o mesmo sítio, e que curiosamente vê os papéis inverterem-se nos dias de hoje. Não nos enganemos, ambos têm um cariz popular, nacional mas os trejeitos e as mesmas características mantém-se lá.
Vi muitos derbys, alguns ao vivo, outros na tv, outros em relatos de domingo à tarde, e seria fácil falar-vos daqueles que me deixaram mais feliz, mas hoje apetece-me falar de dois que não vi, ou que só ouvi, mas que servem para mostrar que aprendemos mais quando não ganhamos, pois não imbuídos pela cegueira da glória, do que quando perdemos momentaneamente mas tornamo-nos melhores e mais sábios.

Primeiro, o derby das curvas de Nisa como sempre o recordarei... tinha 10 anos e regressava da terra das minhas raízes, apertado, debaixo de chuva imensa; após a passagem pelas Portas de Rodão com o resultado num empate de uma bola, a 50 km/h, enquanto se iniciavam as curvas da serra (cerca de 100 até chegar a Nisa...) e até ao seu término ouvi a derrota copiosa num estertor de golos atrás de golos da equipa listada. Não me envergonhei, no fim continuávamos em primeiro, e recordo esse momento com o sorriso trocista de criança. Todos parecem esquecer que nas 7 jornadas seguintes, vencemos 7 vezes enquanto os adversários listados perderam 3 e empataram 4 jogos. Foi a última vez que o Benfica conquistou a dobradinha, tal como desejo que - pelo menos isso - consiga nesta época. É o que recordo da época 1985/1986 e glorifico, outros fazem musicais com o célebre 7-1. Nunca a frase podes perder uma batalha, mas vencerás a guerra fez tanto sentido.

Segundo, o derby do teletexto... ausente do país por motivos familiares e de festa, na época em que a lagartagem voltou a respirar e a ser campeã - merecidamente - também o "meu" Benfica estava ausente em parte incerta, quase destruído pelo burlão, preparava-se a festa monumental do último jogo no estádio dos concertos e que melhor convidado do que o grande rival. Antes de viajar lembro-me de ver num pasquim qualquer que até os cabeçudos de Torres iriam desfilar na saudosa pista do grande Moniz Pereira como prelúdio para os "cabeçudos" vermelhos que viriam a seguir. Para mim não era uma dor que ganhassem, mas seria uma dor se não tivéssemos orgulho. Rodeado, a uma distância imensa, de sportinguistas, sem acesso a qualquer outra informação que não fosse, na altura, o simples teletexto de uma qualquer tv alemã, desesperava-se pelo nulo quase até ao fim. Desisti, não queria saber, mais uma bier e whatever... até que ao minuto 86', lá apareceu 0-1 Sabry... e quando passou a verde, sorri! Sorri pelo orgulho e por termos mostrado que ainda haveria uma réstea de esperança para que nos erguessemos novamente.  "Vocês são o pior que pode haver, nunca se deixam comer, raios parta...." disse-me um grande sportinguista. Eu sorri, mais uma vez, com orgulho.
Também esta mensagem serve para nós no Domingo, nunca subestimem um adversário por mais fraco que este possa parecer. Principalmente quando o mesmo aparece ferido.

Histórias, estórias, mas domingo quando começar, será sempre o mesmo jogo na rua, lampiões para um lado, lagartos para o outro, balizas de 1 passo e sorrir, gritar, chutar, praguejar, beber, e comungar das nossas diferenças. Exultem-se as hostes, aí vem o derby.
Eu gostava que fosse assim, simples e mágico:



terça-feira, 16 de abril de 2013

A verdade é lenta mas eficaz: oito anos depois de volta ao Jamor

O Benfica foi displicente.
O Benfica foi lento.
O Benfica fez um jogo sofrível.
O Benfica volta ao Jamor oito anos depois.

Quatro factos. Apenas um é relevante.

A Taça de Portugal é um troféu único e transversal a todas as equipas portuguesas. Um troféu clássico do futebol. Um troféu onde todas as equipas suam e lutam por lá chegar e ganhar.

Quero festejar a Taça de Portugal de bigode e mini na mão ao sabor dos golos do glorioso.


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Ás vezes o universo conflui e é justo

Num dia sempre de grandes emoções por entre os sorrisos que me realizam, por entre os amigos e amigas que me realizam e o sorriso maior que me completa, completámos nós os da chama imensa o desígnio de vencer.
Nada é mais completo do que vencer sem sobressaltos, como a superioridade natural do vencedor, independentemente do oponente, do adversário, do inimigo, os fantasmas que nos percebem em vez de nos perseguir...
Hoje não estou no glossário da ironia e do divertimento, hoje preencho a escrita com o sentimento, porque também é de sentimento que se enche o meu coração, quando entre outras coisas uma camisola berrante vermelha com o símbolo glorioso corre nos campos.
Faltam 9 pontos consecutivos para a glória, para libertarmos o inferno de aquitude que nos molda, para devolvermos durante uns breves momentos a  imensa felicidade da unidade do objectivo, da conquista, e hoje, tão tranquilo e silencioso foi o passo que ninguém o sentiu porque o mesmo foi considerado natural.
O Jota continua na fase retraída, à espera da vitória suprema, comedido mas eficaz e letal como a equipa, porque é de uma equipa que se trata.
Atentem ao que vos digo: existem duas formas de construir uma equipa, pela unidade da vitória e do objectivo, da comunhão das batalhas vencidas e da vontade de vencer (a única de forma profissional como estes rapazes que envergam o manto sagrado) ou então pela unidade da convivência e da amizade, da comunhão do desígnio criado inter pares ( a forma amadora com que definimos as nossas ligações pessoais e as tornamos maiores).
Ambas podem resultar e desta forma parece que uma mistura de ambas nos pode trazer a glória. Assim seja....
A equipa passeia tranquilidade e vitória e esperamos interpretar a frase do Cajuda da melhor forma possível: "Não quero ser o indíviduo inteligente do cemitério". Pois bem, nós adeptos desta religião que nos consome também não o queremos ser, queremos só que continuem e que que nos guiem rumo ao Marquês e, se possível, à eternidade! Sejam os justos, os vencedores e que se complete o círculo. Que caia agora a nossa "chuva vermelha".




P.S. Ontem fizeram sete anos que perdemos no Nou Camp na caminhada do FC Barcelona para a 2ª conquista da Champignons League. Ninguém sabe o que isso significa, mas para mim é mais um evento que nunca me esquecerei enquanto for vivo, porque também o meu Benfica é um sinal da minha vida. Paraste apenas para me mudares e nasceres :)

sexta-feira, 5 de abril de 2013

A verdade não morreu há 23 anos

Com que então apenas o 8º ou 10º da Liga Iglesa hã?

Esquece-se o treinador do Newcastle que nas competições europeias os clubes ingleses têm sido pasto fértil para as vitórias benfiquistas. Exeptuando o Liverpool há dois anos, cuja a eliminação do Benfica perante a equipa da cidade dos Beatles se deve em muito a uma má gestão que Jesus estava a fazer da equipa - mão que depressa emendou este ano - os clubes ingleses têm caído frequentemente aos pés do Benfica.

Das alegrias mais recentes frente aos bifes, a que recordo com mais intensidade é a do épico resultado, também em Liverpool, de 0-2 com aquele magnífico golo do Miccoli, que afastou os Red Devils da Champions nos oitavos de 2006.

Por isso, se Pardew estudasse a história dos adversários, teria percebido que não era boa ideia fazer esse tipo de discurso contra o Benfica, uma equipa que nunca perdeu em casa na liga Europa e que tem o Cardozo, que ultrapassou o Falcao como melhor marcador em competições europeias num só clube.

Muito menos vindo de um treinador de uma equipa que nessa mesma Liga Inglesa está prestes a descer.

O Newcastle até entrou bem, forte, rápido a surpreender uma certa sobranceria de Jesus que à confiança mandou subir o Melgarejo à maluca esquecendo-se que o Newcastle tem dois tipos supersónicos na frente.

Depois acertou com as marcações e o Newcastle deu o peido físico e o karma dos campeões iluminou a baliza do Artur. Duas bolas no poste, três defesas milagrosas do Krul e a reposição da justiça cósmica do futebol com três batatas dos pontas de lança do Benfica.


Jesus prova porque é que tem no plantel três pontas de lança titulares para dois lugares. Porque esses dois lugares não têm dono. Eles estão lá para serem preenchidos por um jogador que marque golos, seja este ou aquele ou aqueloutro. E é isso que têm feito.

Agora que estamos tão perto, quero a final.

Quero uma final europeia para o Benfica. A última final europeia do Benfica a que assisti já tem 23 anos e dela só tenho a má memória em loop do Rijkaard a correr para a baliza desamparada do Silvino e a espezinhar um sonho moribundo que tinha começado a morrer com aquele penalti falhado do Veloso dois anos antes.

Estou farto de vivermos só da história. estou farto do domínio do Porto.

Eu quero a glória do Benfica agora, que a história de um clube só se valida no agora. E é agora que quero esta final europeia!


terça-feira, 2 de abril de 2013

Sob o signo do três ou um diferente período Pascal

Perante o dilúvio que cai sobre este país, não estando a referir-me a política mas sim ao boletim metereológico, encontrámos um fim-de-semana alargado orientado segundo o divino - devo confessar que deve ser a primeira vez que o nosso Jota chega ao período Pascal sem ser crucificado (sim, na época do “rolo compressor” nesta altura a equipa estava toda rota e de seguida, o David Luíz armou-se em Jim Caviezel em Liverpool) – em que o sonho continua a comandar as papoilas saltitantes e enquanto a Maria Madalena esperava junto à caverna com três golos briosos, um tal de Lima & companhia despachava a equipa do Espírito Santo (ai sacrilégio!) com meia em vez do meio golo que o profeta da Reboleira de hirsuta cabeleira tanto apregoava aos microfones.


Sinceramente, esta contrição do JJ cheira-me a esturro, agora humilde, sempre com paninhos quentes, discurso ponderado (embora com os mesmos trejeitos glosados do Levanta-te e Ri) ou então não, é apenas o Jota imbuído do espírito da Quaresma que agora terminou. O jogo não foi sem história, mas depois de terminar aos 70 min, excepto para o Maxi é claro, a equipa começou a adornar e a pensar no Newcastre e a fazer rodriguinhos...Não estou a referir-me à passadeira rolante que o Ola João meteu no tipo de verde listado, é claro. O Espírito Santo é divino e tanto quis fazer o que ninguém tinha feito, que os nossos perenes deuses fizeram-lhe a vontade. Adiante…

No regresso da LigOropa não embandeirem em arco na quinta, que os tipos podem não ser a última coca-cola no deserto e tal e coiso, mas aquilo de ingleses têm pouco que estão cheios de franceses de África que correm o jogo todo. A última vez que pensámos que eram favas contadas o Choramingos e os seus guerreiros fizeram-nos a folha e impossibilitaram-nos de jogarmos um jogo de futebol contra os andrades sem o sentimento que o árbitro tinha recebido conselhos matrimoniais ou que era o Pedro Proença (ou então foi uma benção para que o Falcao não fizesse miséria sobre Águias). Só uma coisa me deixa mais tranquilo, o El Niño – chiça, raios parta a chuva - Torres não joga lá, porque nas últimas épocas esse sacana, por muito mal que jogasse na Old Albion, contra o Glorioso tratava sempre de marcar umas batatas valentes e passar a eliminatória.

Quanto ao resto, tudo normal… ou nem por isso, Volkswagen faz um hat-trick depois de ter sido vendido (what?). Se o marreta soubesse disto, assim que assinou tinha-o vendido logo ao West Browich Albion ou Preston South End ou lá o que é aquela porra (nota-se muito que jogava o CM desde 91?)… mas não há como negar que foi uma óptima jogada de valorização de activos, ups, espera afinal o gajo já tinha sido vendido ao fundo, não a fundo…

O de Carvalho entra e em grande, depois dos episódios wrestlingcómicos dá uma conferência de imprensa num jogo de equipas B (oi?) e diz que não comenta arbitragens mas sim pássaros. Bonito, agora que ninguém sabia de onde vinha afinal o homem é ornitólogo encartado.
O Sporting dos Calhaus, sorry, de Braga consegue fazer, cá está o que ninguém tinha feito… fazer 0 pontos com o Sporting (o Gil Vicente não conta que tem o Fiúza não tem um Salvador, pimba, mais uma referência de época!). Brilhante, Peseiro, brilhante…

Enfim, continuemos em frente que é como quem assiste ao Maxi a jogar… ou melhor a correr, a bater e a avançar! Ide-vos à glória!

P.S. Isto podia ser piada de 1 de Abril, mas esperei até passar da meia-noite para que acreditasse, é verdade só faltam mesmo 12 pontos!

quinta-feira, 28 de março de 2013

Outros vermelhos e um verde

Uma semana sem o Benfica jogar para a Liga não dá grande inspiração mas durante estes dias houve factos de outra equipa vermelha, que a seleção também enverga a cor gloriosa nas suas vestes, embora com tons mais de vinho do que do manto sagrado.

E parece que foi com vinho no sangue que a seleção foi jogar a Israel. Portugal está a atravessar um deserto de talento e soluções. Esta geração está desgastada e não há onde renová-la. Sem Ronaldo que carrega o mundo às costas e sem Nani que leva a Lua, Portugal é órfão do seu passado e de si mesmo. E foi com o passado em mente que os judeus resolveram vingar-se numa batalha épica na Terra Prometida e um empate arrancado a ferros. Os restos da seleção que ainda conseguiram pegar numa bola lá conseguiram uma vitória no Azerbeijão num festival de inutilidade do Hélder Postiga. Não havendo muito mais a acrescentar acho que posso resumir tudo na frase que o Gabriel Alves deixou no seu Facebook ao intervalo:

"Postiga, um Krpan com cabelo"

E é isto.

Nos entrementes o Sporting teve eleições. Ganhou um gajo qualquer,

Vamos aos factos que importam. Este sábado o Benfica joga na Luz com o Rio Ave. E é para ganhar, independentemente do que o Porto faça em Coimbra. Duvido que o Pedro Emanuel bata o pé com muita força à sua ex-equipa, portanto só temos é que cavar mais três pontos rumo ao título.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Um fim de semana bem vermelho

Depois de uma sexta feira até altas horas da noite a acompanhar memórias de benfiquismo bem regadas a conhaque e bourbon, (apresento aqui as minhas formais desculpas aos mais empedernidos benfiquistas de bigode à Chalana por não ter sido bagaço) fiquei bem embalado (e proporcionalmente enjoado) para acompanhar o fecho do tal ciclo infernal que se anunciava há muito às duas equipas líderes do campeonato. 11 jogos em 5 semanas não é para todos.

Depois de sortes distintas na Europa, Benfica e Porto teriam que responder em concordância. O clube da bola do Porto acabara de perder o argumento mesquinho de ser a única equipa portuguesa na Champions, ilustrado naquela resposta de merda que deu a Jesus quando o treinador do Benfica bem observou que na altura era a única equipa que lutava em todas as frentes. Após as eliminações do Benfica da Taça da Liga e do Porto da Champions as atenções iam todas para o campeonato. Quem melhor responderia à carga de jogos?

Este Domingo teve a resposta esperada e mostrou duas coisas: O Vítor Pereira não sabe o que anda a fazer e o Porto sem Moutinho é um bluff. Para ajudar à festa, o Jackson, "claramente o melhor avançado deste campeonato" falha um penalti que custou dois pontos.

Pergunto-vos. De que serve um avançado que se farta de marcar golos mas que não marca os decisivos? Tomem lá o Cardozo. Dois golos em Bordéus a dar os "cártes" e mais um penalti a abrir uma vitória larga que deu mais dois pontos no campeonato.

Esta é a diferença. Quando um campeonato se discute matematicamente é importante que as parcelas dessa matemática tenham uma soma evidente. Jackson farta-se de marcar... quando não é preciso. Cardozo não marca tanto, mas quando marca, soma pontos e vitórias.  Como dizia o outro, é só fazer as contas.

O Benfica, jogue quem jogar, responde na altura certa. Ir a Bordéus com dois centrais da equipa B para meter a "carne toda no assador" no campeonato (Jesus safa-se melhor a fazer citações do Quinito do que do Pascal) demonstra uma equipa que sabe as armas que tem, onde as pode e deve utilizar e o que quer fazer e sobretudo com a confiança necessária para que tudo saia bem feito

Estamos cada vez mais próximos da matemática mais importantes de todas. Só faltam 5 jornadas para sermos campeões (não 7, porque daqui a 6 jornadas vai-se ao Dragão e no Dragão queremos ir lá receber um banho dos aspersores do relvado)

P.S. Este domingo fui ao Caixa Futebol Campus ver os Júniores jogar com o Guimarães. Não propriamente de propósito mas porque no desenjoo do almoço, passear pela marginal do Seixal tem algo de tranquilizador.. Nestes jogos dos putos ainda se consegue em alguns momentos aquilo que devia ser uma tarde de futebol. Jogo às três da tarde, famílias, convívio, um ou dois canecos e insultar o árbitro só para alívio das tensões. Bancadas compostas e ambiente de festa. Em oposição ao clima de combate que cada vez se sente mais nos estádios de futebol.  E há certos jogos mesmo de júniors em que essa infeção já se começa a alastrar. Felizmente não foi o caso deste domingo. Mas temos que isso se perca para sempre

sexta-feira, 15 de março de 2013

Um Bordéus vintage das caves da Amadora

"Chigámos aos cártes.É normal, desde que tou no Benfica chiguei sempre aos cártes, às meias finais, só inda não chigámes à finál."

Jorge Jesus numa flash interview digna a figurar na entrada vídeo de um dicionário do futuro para quem queira procurar "Tiradas clássicas do Jasus"

Como me disse uma benfiquista que amíude galhofa com o Jesus, e que ainda hei-de trazer para escrever no Verdades, o homem ontem sacou de toda a sua "mitrice". Ontem não era o treinador do Benfica que estava na flash interview. Era mesmo só um gajo da Amadora.

Pois é verdade, gajo da Amadora, a caminho das meias que  nos "cártes" são os bêbedos de Newcastle e o Jardel pode oferecer mais dois golos que a gente não se chateia.

Um jogo de passeio que deu até para oferecer golos perante uma equipa que não foi tão perigosa ou difícil como Jesus quis vender no fim - embora com a estatística inabalável que demonstra que o Bordéus não perdia em casa para a Europa há seis anos - mas que mostrou que mesmo a jogar com os centrais da equipa B o Benfica joga com a maturidade suficiente para poder chegar aos "cártes" de uma competição europeia.

E agora.

Óscar Tacuara Cardozo

Já escrevi aqui uma entrada sobre ele, não me vou repetir. NO entanto, posso acrescentar que desde que me lembro que sou do Benfica a ver a bola com olhos de gente, eram os tempos do Magnusson, que não vejo um avançado do Benfica a ser tão profícuo (desculpa lá Jasus, este mistifório lexicográfico) tão consistentemente e durante tanto tempo.

É certo que não tem o carisma do sueco, a classe de Van Hoijdoonk, a paixão do Nuno Gomes ou a mística do Torres, nem muito menos é o Eusébio. Só que para mim o Magnusson é uma memória distante, assim como ao Torres e ao Eusébio nunca os vi jogar e o Nuno Gomes foi levado pelo Fiorentina quando estava prestes a tornar-se o novo menino de ouro ao lado do holandês.

Esta bem que toda esta gente marcou golos às pàzadas durantes os anos que tiveram ao serviço do glorioso e que na sua maior parte foram muitos mais do que os do Cardozo

Mas o Cardozo marca golos. Importantes. Concentrados numa só época, época após época.

Ponto final. E ontem marcou mais dois.

Com autoridade. Sem mais.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Vamos lá analisar a casta do vinho, pois então!

Hoje o Benfica desloca-se a Bordéus para aquilo que se espera que seja a consumação da passagem aos quartos de final da  Ligoropa e nada melhor do lembrar o pequeno Genial, fruto de algumas das minhas primeiras lembranças e paixões benfiquistas.
O nosso pequeno George Best, quase cópia desmanchada do original, aquelas fintas que ludribiaram os gauleses em '84 - primeira memória difusa de uma grande competição - aquele número 4 que me inculcou esse número nas costas e no coração (pronto o Álvaro Magalhães também devo confessar...) era o exemplo daquele pós-Prec, gadelhas ao vento, bigode farfalha e o vórtex de jogar à bola como no quintal da nossa infância entre fintas e amigos com o necessário borderline pessoal personificado nas lesões sentimentais e físicas como exemplo da liberdade a desabrochar neste país até então fechado numa redoma tão intrinsecamente portuguesa.
Fernando Chalana foi jogador do Bordéus, mas como dizia hoje de manhã na prova de vinhos com a Mairie de Bordeaux - é nestes momentos que sentimos que de facto todo o universo se conflui numa verdade universal - "... continuo benfiquista e quero que o Benfica vença..." nem que mais não seja porque hoje jogamos em casa, aliás isto é um pleonasmo, porque o Benfica acho que só não joga em casa num determinado local plenamente identificado para os lados de Campanhã...
On y va, pois então! À tua que os homens não se medem aos palmos, campeão...


Ainda o fim-de-semana passado teve de tudo e mais um par de botas:
- Na luta entre aves, a ave Real e de rapina lá despachou os galos de Barcelos com cirurgia alemã e uns semis-perus do redes deles. Adoro a cara do Maxi quando corre atrás deles e quando se torna no nosso terceiro avançado. Como sempre, acreditamos mais que podemos vencer o título na razão inversa das nossas exibições e na percentagem de passes correctos do Carlos Martins.
- Em Paços de Ferreira, 2º minuto do desconto um defesa dos ovos moles atira a bola para a bancada, em plena chuva miudinha um tipo agarra a bola, zoom do camera, eis que aparece... Emplastro, com cachecol do Paços com o seu sorriso inconfundível não devolve a bola a ninguém e fica a saltar sozinho na bancada... qual bola qual quê, a bola é minha e o meu pai é o Pint... pum, leva um soco de um adepto pacense que entretanto galgou 6 ou 7 lanços de bancada para o filar e foge a sete pés dali para fora! Priceless.
- Melhor afirmação em conferência de imprensa (ou monólogos com guião como acontece no Dragão) desde a playstation do Jota na Luz:
"Bruno Paixão é um excelente árbitro só tem um grande defeito, olha para o jogo de futebol como o Gaspar olha para as Finanças, são só contas de aritmética, de somar e subtrair" by Manuel Machado... Lindo.
- Ainda na Choupana Manuel da Costa decidiu aviar um colega de equipa em pleno balneário - oi! - depois de ter prejudicado a equipa após expulsão tendo levado sumaríssimo e guia de marcha do clube... bonito, é sempre de salutar a sã convivência entre colegas e que afinal o bom do Manuel personificou aquilo que todo o jogador do Benfica gostava de fazer ao Proença no final de um jogo apitado por ele.
- O Sporting empatou mas desta vez o Volkswagen até marcou.

Siga para bingo, muita atenção à próxima jornada que agora é a doer depois do milagre operado pela equipa do Saviola e do Antunes de eliminar o Portelona da CL (ainda vão andar a falar daquele jogo fabuloso, estonteante, de posse e domínio absoluto traduzido com aquela goleada de 1-0 em fora-de-jogo da primeira mão?) e falta dinheiro em caixa para a próxima época. 

Saudações Cordiais

P.S. Habemus Papum... argentino! Estavam à espera que fosse de outra nacionalidade? É incrível como o Record não meteu o cardeal Bergoglio no Benfica com tanto sul-americano que metem em rota para o clube na próxima época... ah espera, já não pode usar cartão jovem nem é representado pelo Jorge Mendes.



E agora Jesus?

Grande parte da gestão da época está dependente das prioridades que são dadas às diversas competições em que o Benfica está. Mas essa gestão também tem sido feita em função dos adversários e como eles próprios gerem a época. Neste caso, como o Porto vai gerir o campeonato depois de ter levado um banho de realidade em Málaga. Ao Porto resta-lhe ganhar o campeonato e a Taça do Benfica. Ao Benfica ainda lhe resta a Liga Europa, a Taça de Portugal e, claro, o campeonato.

Se ser eliminado da taça da Liga foi fácil para jesus, ir a França com 5000 adeptos benfiquistas à espera de uma vitória vermelha em terras gaulesas torna-se um problema de difícil gestão de prioridades. Com o Porto sem ter que se preocupar com jogos à quarta feira, dedica-se completamente ao campeonato, sem o desgaste inerente a isso. O Benfica tem apostado a melhor carne no grelhador do campeonato e colocado os suplentes na Europa, mas mesmo assim, a mal ou a bem, com mais ou menos fulgor, tem conseguido ultrapassar adversários. As "lesões" dos dois centrais serão motive de preocupação? Ou bluff de gestão?

De qualquer maneira, tenho plena convicção que mesmo com o Jardel e o Roderick a defender, o puto Rodrigo tenha alma e vontade suficientes para gelar os franceses.

Uma nota final para o Porto:

Oh Vítor Pereira! Com um golo marcado em fora de jogo no Dragão e um golo anulado ao Saviola, e se te fosses queixar de arbitragens para o caralho? Assim dito sem papas na língua.



segunda-feira, 4 de março de 2013

O Querido Líder Vermelho

Isto de partilhar a cor com tenebrosos regimes políticos dá destes trocadilhos de gosto duvidoso. Caguei.

Facto. O Benfica é líder a 9 jornadas do fim. Mais importante do que tudo é manter esta distância e a pressão para o Futebol Clube do Porto e, essencialmente,  ir já campeão ao Dragão.

Isto porque, pela amostra dos viadutos de Braga e das quase sessões de pancadaria em Alvalade entre dirigentes leoninos e portistas, se vamos discutir o título ao campo da VCI, temo que se prepare uma recepção menos do que simpática ao Benfica lá para Maio. Não que seja mais simpática se já formos campeões ao Norte, mas ao menos tanto faz se viermos de lá sem autocarro ou com dirigentes envolvidos em pancadaria. O campeonato já estará no papo.

Manter a atitude, a humildade e a vontade de vencer o campeonato dar-nos-á de novo o título nacional.

No rescaldo do fim de semana, para além da liderança arrancada a ferros, gosto de ver esta nova atitude do Sporting, a do escravo rebelde que passou da subserviência à porrada. É um salto do oito ao oitenta e, para quem tem passado os últimos anos a olhar apenas para o rival da 2ª circular como o único alvo a abater mas a quem, oficialmente, nunca ofereceu porrada, é um despertar repentino para uma nova realidade. Agora é só passar essa atitude para dentro de campo e a ver se salvam a equipa.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

"A verdade não é a realidade, mas aqui e hoje é sempre vermelha"

A estreia do Rui Azinheiro Martins nas andanças blogueiras mas não nas andanças benfiquistas. O testemunho fixado a escrita daquilo que alimenta muita berraria, cerveja a rodos, paixões irracionais, um modo de vida ou mero folcrore. O que quer que seja, este é o Benfica do Rui Martins, o Benfica de todos nós

Enquanto o novo colaborador não se entende com o Blogger para publicar em nome próprio, aqui fica o texto do nosso novo profeta da verdade que passará a colaborar com o Verdades a Vermelho. Fica aqui o seu testemunho no dia em que o Glorioso faz 109 anos:

"A verdade não é a realidade, mas aqui e hoje é sempre vermelha" 

Hoje é dia de efeméride, e não existiria melhor dia para começar a escrever sobre um dos aspectos que preenche a minha realidade, o facto de ser adepto deste clube de 109 anos de existência, epifanicamente erigido por homens livres nas traseiras de uma farmácia em Belém que por força de um ideal de unidade preenche um pouco mais a vida de muitos... De todos um!

Relembrar o primeiro contacto com esta realidade é absorver o impacto que isso tem no nosso crescimento, é relembrar a tarde de inverno que pela primeira vez fui ao estádio, que tal como muitas outras foi fruto do acaso e da oportunidade, parado na paragem do autocarro pela mão do meu digníssimo pai decidimos por convite alheio mudarmos o rumo da nossa viagem e assistirmos na Catedral feita de pedra e apenas quente pela alma imensa a um simples jogo de um desporto que para mim era a liberdade nos olhos de uma criança no recreio da escola e na rua onde todos somos iguais.
Ali, naquele sítio, ver uma imensidão de gente nos anos 80, a gritar e apoiar uma equipa de portugueses de bigode e sem bigode, desembocados de uma revolução de mentalidades com 2 vikings louros a destoar a estraçalhar uma equipa de bons rapazes que vinham do norte, numa unidade, num uníssono entre público e jogadores foi uma revelação.
Relembro as palavras de um daqueles senhores velhotes, senior como agora insistem em chamar, com a almofadinha com o símbolo do clube virar-se para essa criança de sete anos que gritava e queria mais golos proferir as palavras proféticas: "...este é dos nossos quando crescer, nunca percas este amor miúdo"

Assim o fiz, não o perdi embora ao longo do tempo o tenha curado. 
Aprendi a paixão na história do clube, na forma como a assumpção da diferença é o sinónimo da nossa igualdade, como de todos somos um.
Nesta verdade a vermelho, a maior paixão é essa mesma, a de sentirmos que todos somos iguais e que de todos fazemos Um.
Relembremos então este dia e muitos outros, o das vitórias e o dos dias em que deixamos os outros ganhar, sim, porque o Sport Lisboa e Benfica nunca perde, como dizia o Artur Semedo: "uns dias ganha nos outros apenas não vence" porque ganhar, ganha sempre que um adepto o sente!
Saudações benfiquistas
Rui Martins

P.S. Em relação à Taça da Liga, agora já podem voltar a chamá-la pelo nome e não se referirem a ela como Taça Benfica, e como disse o César Monteiro, "meus amigos que se f... a taça"
P.S.S Sim, sou um pouco dado a citações, ignorem lá isso, se quiserem ler clássicos não será aqui de certeza!

Rui Martins

A verdade é que não dá para tudo (nem quero)

O Roderick a trinco?

O Jesus não lhe apeteceu ganhar ontem, nem tão pouco os jogadores tinham grande vontade de o fazer. Só isso explica a displicência com que se marcaram as grandes penalidades e a inclusão de um central que não joga e vem da equipa B numa posição fundamental que é a de número 6.
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Confesso, embora não queira entrar no discurso portista acerca da menor importância da Taça da Liga, não me chateia que tenhamos sido eliminados. Por questões de gestão desportiva - a lengalenga habitual da poupança de jogadores, das prioridades das competições, etc. - mas essencialmente para que deixe de se ver a Taça da Liga como uma competição feita para dar títulos ao Benfica quando não consegue ganhar mais nada.

E mais,  até era bem feita que o Porto, que pode passar à meia final na secretaria por especial favor do Conselho de Disciplina da Federação, fosse obrigado a ir à final e a ganhar para ter que levantar a "Taça do Benfica" e festejar essa conquista. E que essa fosse a única da época.

Acho que foi por isso que o autocarro do Benfica foi apedrejado.

Foi retirado ao rival do norte o argumento da "competição feita à medida para os da Luz". Vão ter que participar até ao fim numa competição em que não queriam estar,  passam nas meias por um favor de secretaria, e que provavelmente irão ganhar porque o Salvador é o pupilo subserviente do Papa.

O Benfica acabou de obrigar o Porto a ganhar a Taça da Liga. Isso deve custar àquela gente

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Coerência azul e branca

"Mas como é que isto pode ser penalti?!?"

"Mas como é que isto poderia ser fora de jogo?!?"


Assinale-se a coerência dos adeptos e responsáveis do Futebol Clube do Porto em considerar irregularidades que não deviam ser assinaladas.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Estrelinha da sobrevivência

 O Benfica fez um mau jogo contra a Académica de Coimbra ontem.

Esta é a verdade.

Lento de processos, sem soluções para desfeitear os dois autocarros estacionados por Pedro Emanuel à frente da baliza de Ricardo que foi gigante em pelo menos três ocasiões.

Pedro Emanuel cortou as asas às águias e colocou os laterais e os extremos a tapar as subidas de Maxi, Salvio, Melagarejo e Ola John. Foi quando entrou Gaitan a fazer as diagonais que tanto gosta que o Benfica conseguiu furar os pneus ao autocarro e numa dessas diagonais nasce a grande penalidade.

Pedro Emanuel foi honesto."Vim aqui para defender e saber defender é um arte." Nada a apontar. Cabe às grandes equipas saber ultrapassar até a mais ultra-conservadora das defesas. Benfica só o fez ao minuto 94 num penalti que meio mundo antibenfiquista hoje se apressou a acusar de não existente.

Mas foi penálti e um penálti no ultimo minuto do tempo extra ou no primeiro minuto da primeira parte é sempre penalti. O relógio não avalia a justiça de uma decisão. Assim como não foi ajuizada a mão de Hélder Cabral. Bem ou mal? Não interessa.

Facto. O Benfica aguenta a pressão da vitória do Porto mesmo como uma equipa algo cansada e sem rasgos para ultrapassar 11 adversários a defender. Os festejos de Lima são o espelho dessa raiva vitoriosa a partir da qual se constroem campeões. Foi a estrelinha da sobrevivência

Vamos a ver agora é como o Porto vai responder na próxima jornada do campeonato após o jogo da liga dos campeões. Jesus admitiu a aposta no campeonato e sacrifícios tiverem de ser feitos.

Como lidará Vítor Pereira com esta carga de jogos?

A pressão mantém-se alta para as duas equipas no fim de semana que vem. O campeonato decidir-se-á a favor de quem for capaz de aguentar a pressão do seu adversário. Estou convencido que primeiro a perder pontos antes do clássico do dragão será aquele que acabará em segundo lugar neste campeonato.

Estou convencido que não seremos nós

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

O melhor árbitro do mundo e dos arredores da VCI

Se olharmos para trás e recordarmos  o clássico e os desejos de muitos comentadores, jogadores e até dirigentes do clube da bola do Porto, começamos a perceber a ligeira comichão ilustrada pelo argumento forçado do "Não percebemos porque é que para o jogo mais importante do campeonato não é nomeado o melhor árbitro do mundo"

Pois, olhando para o jogo de ontem conseguimos perceber o que aconteceria se fosse nomeado e o porquê de tanta reação negativa à nomeação de João Ferreira em detrimento de Pedro Proença
O jogo da Choupana foi o exemplo mais bem acabado do que é o Proença a arbitrar jogos do Benfica. Para que conste não acho que tenha sido culpa da arbitragem que o Benfica tenha empatado mas tenho a certeza que é por culpa do Proença que o Benfica fica privado de duas peças fundamentais para o jogo com a Académica.

O caldinho estava feito. O Benfica vai à Madeira a um campo dificílimo onde nos últimos anos tem deixado um considerável número de pontos e de uma maneira ou de outra havia de lá deixar mais uns e com mais um jeitinho com menos uns jogadores para a jornada seguinte. Depois o clube da bola do Porto cilindrava tranquilamente os mouros do Cajuda e ficaria isolado na frente do campeonato, de peito enchido e a cuspir arrogância para cima dos comentadores e adeptos do vermelho.

Com mais uma casa do Artur nem foi preciso o Proença agir com grande alarido para o Benfica perder pontos mas para o trabalho ficar bem feito tinha de meter o dedo e com duas decisões fruto de uma alucinação coletiva da equipa de arbitragem manda para a rua o Cardozo e o Matic, que o Benfica sem duas peças fundamentais na equipa há-de tropeçar mais um bocadinho na próxima jornada.

Mas isto da bola tem coisas do arco da velha e o Targino, que teve o joelho partido durante uma catreva de meses, teve uma epifania, desatou a correr por ali fora e enfiou a bola na gaveta do Helton. Toma lá uma batata e lá foi o trabalho do Proença por água abaixo.

Depois, o Vítor Pereira esquece-se que isto de ter jogadores internacionais também tem o seu quê de lado negativo e o Jackson gastou os golos da semana pela seleção da Colômbia.

E agora pergunto, é isto o Porto? Uma equipa toda poderosa que fica à espera que os adversários escorreguem e se fragilizem com erros de arbitragem para depois deixarem-se empatar com o Olhanense?

Nike escreve direito por linhas tortas e os líderes têm pés de barro. O que é preciso é não desmoralizar e chegar ao jogo do Dragão com o campeonato resolvido.

Uma nota final

Embora tenha pena de ter-se deixado o Nolito sair, devemos estar satisfeitos por isso ter dado uma nova oportunidade ao Urretaviscaya. É um bom extremn com margem de progressão e é altura de o fazer crescer como uma alternativa para as alas.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A Luta continua


Depois da vitória contra o Paços na meia final da taça que abre caminho para a final da Taça e da vitória tranquila de ontem frente ao Setúbal que nos permite continuar na cola do Porto, que parece estar perigosamente em crescendo, esta foto publicada pelo Record, retratanto o festejo de Rodrigo no 3-0 de ontem, é o símbolo perfeito para o que vai ser este campeonato até ao fim.

Fuerza, hasta la vitoria siempre

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A Verdade de Trapattoni

O Benfica vai a Braga ganhar por 2-1 com uma equipa a seguir uma filosofia completamente diferente a que nos habituou Jesus. O Benfica de tração à frente foi substituido por um Benfica de contenção e transições defesa ataque como não se via desde que fomos campeões com a velha Raposa.

Dois médios defensivos, três médios de ataque (com o Gaitan no seu lugar natural) e um ponta de lança móvel. Esta foi a filosofia d'Il Trap. Um Benfica realista, com vitórias arrancadas a ferros numa equipa que preenche o meio campo, manieta o adversário e joga no erro. Não é tão bonito quanto o futebol ofensivo que usa alas e laterais subidos para os dois pontas de lança a que jesus nos habituou mas é eficaz. De tal sorte que, e apesar de achar que não está no ADN do Benfica jogar assim, ao olhar para este Benfica de Matic, Enzo Perez, Ola John, Gaitan e Salvio com o Lima na frente, vem-me logo à memória o Benfica campeão com o Italiano, com Petit, Manuel Fernandes, Simão, Nuno Assis, Geovanni e o Nuno Gomes na frente.

E consigo olhar para este Benfica a jogar em 4-2-3-1 e achá-lo muito melhor que o 4-2-3-1 do Trapattoni.

Vi nas caixas de comentários dos jornais da bola o pessoal a queixar-se do Benfica não ter jogado nada na segunda parte. O que eu vi foi o Benfica realista. Com o Cardozo lesionado e a jogar fora com uma equipa perigosa, Jesus foi realista. Estava a ganhar por dois (embora com sorte, mas a sorte também é isto e o Beto só furou as mãos porque alguém rematou), toca a reunir ao meio campo e controlar o jogo.

Não me parece mal que, se lá chegarmos assim, o Benfica vá jogar com este pragmatismo ao Dragão e recordando o épico jogo com o Sporting que praticamente decidiu o campeonato de 2005, não tragamos de lá uma vitória, e o campeonato, arrancados a ferros. Só nos falta o Mantorras...

E hoje... sou de Barcelos desde pequenino, quando me embeveci com o galo de loiça que a minha avó tinha em cima do televisor.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A Verdade do último

A Verdade do Líder

O Benfica despachou sem sobressaltos de maior o último classificado da Liga, que jogava presa por arames e sem jogadores no banco. O Moreirense acabou com metade dos jogadores estendidos no chão agarrados às cãibras enquanto o Benfica, que lutou mais contra a sobranceria da primeira parte e um relvado empapado do que contra um adversário realmente à altura, não fez mais do que a sua obrigação. Vencer o lanterna vermelha para se manter agarrado à liderança.

Já lá vai o tempo em que o Benfica caía perante os mais óbvios e fracos adversários quando era mais necessário. Este Benfica sabe lidar com a pressão da tabela classificativa mais do que com a pressão dos jogos contra o Porto mas o campeonato faz-se a 30 jogos

Duas notas confirmativas. O Sálvio é provavelmente o melhor extremo direito a actuar em Portugal e um dos melhores que o Benfica já alguma vez teve no seu plantel enquanto o Lima distribui a classe que lhe apetece como quem come um bombom.

Vamos a ver se a gracinha do Proença não lhe sai pela culatra amanhã e o Setúbal com o novo fôlego de ver os adversários directos pela manutenção a afundarem-se mais não arranja forças do fundo do poço e ultrapassa a sua condição de equipa do fundo da tabela. Isto se não chover mais umas pinguinhas o o Porto não fizer birra ao Proença para não jogar.

 

A Verdade do Fundo da Tabela

Nestes jogos com as equipas do fim da tabela há no entanto uma questão que me faz espécie, para usar uma expressão anacrónica. Se as equipas estão no fundo da tabela é por alguma razão. No entanto, independentemente da equipa que lá esteja, os comentadores desportivos, e os da SportTV ontem não foram excepção, ficam sempre muito admirados por essa equipa estar em último. A conversa versa sempre mais ou menos à volta disto:

- É incompreensível que uma boa equipa como o Moreirense esteja a lutar para não descer. O Moreirense é uma boa equipa. bem montada, com bons jogadores (etc.) É pena a sua situação mas esta equipa tem qualidade para dar a volta e irá com certeza fazê-lo(etc. etc.).

Substituam Moreirense pela equipa que na altura esteja a rojar com as nádegas no fundo do campeonato e será sempre mais ou menos esta análise dos comentadores de serviço.

A mim a matemática soa-me muito mais simples. Se a equipa está no fundo da tabela, não faz jogos decentes, não marca golos, não tem pernas para ultrapassar os seus directos adversários (já não falo do Benfica ou Porto) então é porque não é uma boa equipa e mais do que provavelmente merece estar no fundo do poço. Se fosse realmente uma boa equipa não estaria no fundo da tabela. estaria outra, a pior equipa do campeonato. Que é o que o Moreirense é. Porque... está no último lugar.

Para os comentadores desportivos, para não ultrapassarem a fronteira do politicamente correcto, tentam dar sempre uma palavra de incentivo e acham que todas as equipas são boas. Não são e pelo que se viu do Moreirense, que tem um único jogador que é capaz de fazer a diferença, o Ghilas, merece mesmo estar no fundo da tabela. e no fundo da tabela não estão as boas equipas.