sexta-feira, 10 de maio de 2013

A Espada de Damocles

Eis chegados ao momento da verdade, aquele que para os temerários se torna um pesadelo e desejado para aqueles que honram a batalha.
A quais pertencerão os nossos bravos? (prometo que chega de perguntas retóricas).
O "nosso" Jota, ao qual se teceram loas anteriormente merecidas, presenteou-nos a nós, a mole vermelha que carrega no éter aquelas papoilas saltitantes, decidiu transvestir-se de Damocles (nem me preocupa a tradução...) e investiu sobre ele a discussão moral personificada na espada que sobre a sua cabeça pende.
Jesus - não o literal, embora aqui também coubesse bem - decidiu ao longo desta época ser bafejado pelo poder, pela vitória quase como se um metafórico tirano Dionísio lhe tivesse permitido dispor de todas as virtudes e luxúrias do reino do futebol. Convenhamos que ninguém acreditaria que uma equipa tão supostamente remendada, com um banco de suplentes de miúdos atentadoramente B's, pseudo prodígios reconvertidos e um Carlos Martins chegasse ao ponto de rebuçado atingindo um zénite que miúdos e jovens adultos nunca antes presenciaram. Mas como todas as histórias morais existe um final e uma sentença.
Tal como Cícero perguntava em jeito de conclusão, não existe felicidade em qualquer homem que viva sempre acossado sobre o medo, Jesus deverá finalmente provar que, apesar de toda a virtude e poder, será na assumpção da existência do medo e na sua transposição, que provará, em última instância, que merece as loas e as vitórias que decide lutar.
Isto leva-nos ao verdadeiro propósito deste texto - que poderia ter-vos poupado com a famosa expressão à la Solnado "não tenham medo de ser felizes" ou coisa parecida que o sentido literal é idêntico - que é o de acreditar que, apenas quem é corajoso, quem tem mais vontade poderá viver livre e vencer.
Não podemos viver na sombra, temos de demonstrar que somos merecedores, e como tal, acaba por ser uma justiça quasi divina que tenhamos de, pelo menos, não perder frente aos rivais, inimigos, corruptos, o que quiserem. E no final, qualquer que seja o resultado ou a Proençada arranjada, devemos sentir-nos orgulhosos apenas e só se tivermos sido corajosos, se tivermos vencido aquela incapacidade de olhar olhos nos olhos o adversário.
No desporto, onde todos somos iguais - e atenção, que no futebol mais parecido a um negócio, tal não será forçosamente real mas ainda assim idêntico - ganha sempre quem tiver mais vontade de vencer, quem olhar o medo nos olhos, quem consegue equipar-se num balneário fétido e mesmo agredido de um qualquer abel consegue meter duas "batatas" lá dentro e sorri no fim.
Sábado ganhará quem tiver essa vontade e consciência das suas debilidades, assumindo que mais vale termos o destino nas nossas mãos e arriscar do que submetermos à técnica e à pretensa qualidade esperando que o mundo seja, enfim, justo. Não o é. Nunca o será.
Por isso à luta, com 9 Maxis e um Cardozo, um rei Artur sem uma metafórica Guinevere que o distraia e coragem.
O povo que vos leva nas palminhas merece-o, mas os outros também o merecem, mesmo que para tal jogassem quase toda a época com jogadores de quatro pernas, mas numa coisa nunca se aquietaram: na vontade... The will to climb. É aí que teremos de ser melhores.
Jesus e restantes papoilas, não se acanhem, lutem.

Para além de uma palestra do César Brito, ou de um vídeo do Ray Lewis, ver (não olhar...) e sentir isto também seria bom:


À Guerra, ide-vos a lutar, por vocês e por nós!







quarta-feira, 8 de maio de 2013

Quem és tu, benfiquista?

Quem és tu, benfiquista?

Para querer que a maior equipa de Portugal tenha a vida facilitada e queira passear pelo compeonato como se de um pavão vaidoso se tratasse?

Para duvidar que a grandeza da camisola que os jogadores se envergam vem apenas do símbolo da águia que decora o seu peito.

Para achar que os campeonatos não se ganham com grandes vitórias arrancadas às garras dos bárbaros na sua própria fortaleza?

Para achar que a grandeza de uma equipa se faz em paz e imaculada de preocupações e sacrifícios?

Quem somos nós para acharmos que não merecemos subir ao norte e vencer, pois as grandes vitórias fazem-se de batalhas épicas e a glória não nasce de passeios de treino nos relvados do nosso quintal.

Porque não ganhar no Dragão?

Porque não ser já campeão e com uma vitória no antro do inimigo?

É altura de gritar a uma voz e arrancar do suor, da luta e do sacrifício um dos mais importantes campeonatos das últimas décadas deste clube.

Cabe ao treinador, os jogadores mas acima de tudo a cada um dos adeptos e sócios deste clube escarlate, acreditar que as grandes vitórias só se merecem nos grandes jogos e nas grandes provas.

Eu acredito

E tu, benfiquista?


sexta-feira, 3 de maio de 2013

GOOOOOOOOOLOOOOOOOOOO CARAAAAAAAAALHOOOOOOOOOOOOO, É GOOOOOOOOLOOOOOOO FOOOOOOODAAAAAA-SEEEEEEEEE. ÓSCAAAAAAAAAAR CARDOOOOOOZZOOOOOOOOOOOOOOO. GOOOOOOOLOOOOOOOOOOOOO!

Ver a bola.

Qual o sentido de estar sentado num sofá em frente a um ecrã plano a ver 22 marmanjos a correr atrás de uma esfera cheia de ar aos saltos durante 90' minutos? Ou ir para um recinto a céu aberto juntamente com mais 55.000 almas olhar para um rectângulo de relva onde 22 pontos antropomórficos se deslocam ao sabor caprichoso dos movimentos aleatórios de uma esfera que rola unicamente com o propósito de ser inserida dentro de um rectângulo de aço com uma rede atrás?

Ao fazer este levantamento fenomenológico literal, embora limitado, do que é assistir a um jogo de futebol, seja no estádio ou em casa, sem nenhum referencial que não seja a descrição pormenorizada dos eventos que estão ali naquele momento a decorrer, dificilmente se compreende porque é que de cada vez que essa esfera entra dentro daquele rectângulo, saída dos pés ou cabeça de um dos 11 pontos antropomórficos de cor diferente dos outros 11 que povoam o rectângulo verde, parte dos humanos que assistem a este evento, salta em berros desenfrados, de punho esticado, numa alegria incompreensível.

Mas se vestirmos 10 desses pontos antropomórficos de vermelho e branco e um todo de branco e lhe dermos o nome de Artur Moraes e aos outros Ezequel Garay, Anderson Luís da Silvo, Maximiliano Pereira, André Almeida, Nemanja Matic, Enzo Peréz, Nicolas Gaitán, Eduardo Salvio, Rodrigo Lima dos Santos e essencialmente Óscar "Tacuara" Cardozo, esses 11 responderem pelo nome de equipa titular de futebol do Sport Lisboa e Benfica e o recinto que as 55.000 almas estiverem a encher se chama Estádio da Luz e os outros em casa que estão a ver tudo se intitularem de benfiquistas, o jogo que estiverem a ver for a meia final da Liga Europa e o outrora ponto antropomórfico, que agora denominamos de Óscar "Tacuara" Cardozo, receber a bola de um outro de seu nome Anderson Luís da Silva, ou melhor, Luisão, e com o seu pé esquerdo marcar o golo que leva o Benfica de novo a uma final europeia 23 anos depois, então, o berro de

GOOOOOOOOOLOOOOOOOOOO CARAAAAAAAAALHOOOOOOOOOOOOO, É GOOOOOOOOLOOOOOOO FOOOOOOODAAAAAA-SEEEEEEEEE. ÓSCAAAAAAAAAAR CARDOOOOOOZZOOOOOOOOOOOOOOO. GOOOOOOOLOOOOOOOOOOOOO!

que a massa antropomórfica que segurava ontem um recipiente de vidro castanho com um líquido amarelo espumoso, que passamos a denominar Humberto Silva a beber uma mini, deu a ver ontem o Benfica, é o momento com maior clarividência e sentido que poderia existir.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

A verdade, a ética, a estética e a história.

Um derby é um derby. Ontem foi apenas mais um, poderíamos dizer, igual a tantos outros. Com emoção, penaltis por assinalar, cartões, decisões acertadas, outras erradas, falhanços e golos. Dois golos. Aliás, um golo e uma obra de arte.E foi nisto que este derby foi diferente. O golo de Lima precedido da jogada de Gaitán foi algo que nem sempre se vê num jogo de futebol e agradeço a Nicolas Gaitán por me lembrar porque é que gosto de ver bola

Mas antes voltemos ao que o derby foi igual aos outros.

O Benfica, a exemplo de muitos jogos nesta época, entra mal. O Sporting superioriza-se no meio campo e o Benfica tem dois pontas de lança perdidos lá na frente com o Matic sozinho no meio de uma floresta verda sem ajuda do Enzo no meio campo. O Sporting ocupa bem os espaços e não deixa o futebol das asas da águia funcionar. Sporting surpreende com dois bons putos, Bruma e André Martins, a moer a cabeça à defesa do Benfica. Esta é a verdade. Mas também é verdade que nesta primeira parte de domínio do Sporting isso não se contabilizou em números. Nos primeiros 45 muitos o Benfica tinha 6 remates e um golo e o Sporting apenas 2 remates. O Artur pouco trabalho teve. Na segunda parte reequilibrou-se os movimentos no campo, o Lima libertou-se mais na esquerda, obrigou o Sporting a abrir a defesa e o Jesus percebendo as mudanças de Jesualdo reforça o meio campo, metendo o Gaitán no meio. É depois dessa alteração táctica que surge isto:

Não preciso de fazer mais comentários.



Passemos ao elefante na sala.

O penalti não assinalado ao Maxi Pereira por derrube ao Capel na área do Benfica logo no início cuja marcação poderia ter condicionado os destinos da partida..

Ontem à noite discutia nas caixas de comentários do Facebook com um amigo sportinguista que reclamava por justiça acerca da perfeição estética do golo do Lima. Ele contra-argumentava que a estética nunca pode sobrepor-se à ética e que a beleza da jogada do golo de Lima não pode apagar o facto do Sporting ter sido prejudicado.

É uma visão kierkegaardiana da existência em que o estádio estético é hierarquicamente inferior ao estado ético. Poderia dizer aqui que sou mais nietzscheano e defender que a existência humana só faz sentido de um ponto de vista estético, mas estaria a ser desonesto.

Estaria a ser desonesto porque quando o Benfica é roubado (e já o foi muitas vezes) também protesto veementemente e clamo por justiça e ética. É quando aparecem os nietzscheanos todos do futebol a clamar pela superioridade indesmentível da sua equipa, do jogador, etc. argumentando que este ou outro erro é irrelevante perante a superioridade vincada na vitória

Há aqui duas maneiras de ver um jogo de futebol como um derby ou um clássico. Ou vemos determinado jogo isoladamente em que vale apenas o que se passa em 90 minutos e fazemos apenas a elencagem do que se passou unicamente ali, a cada momento e aí podemos avaliar que o penalti não assinalado de ontem condicionou o jogo todo, ou podemos fazer um levantamento histórico de todos os momentos semelhantes em todos os derbys e todos os clássicos o que anular-se-ia por si próprio.

Nem todo o mar nem toda a terra. Não querendo ser mesquinho apetece-me no entanto ter uma coisa favorita dos portistas que é a memória selectiva, e gostaria de lembrar aos meus amigos sportinguistas que roubos de igreja não são exclusivos do Benfica nem se reduzem ao dia de ontem.

Lembro-me particularmente de um Benfica-Sporting em 2001, o último derby a velhinha Luz, onde um dos maiores artistas do futebol (ponto de vista estético) Mário Jardel, inventa descaradamento um penalti ao Caneira, mergulhando perfeitamente dentro da grande área do Benfica, a cinco minutos do fim, quando estava a perder 2-0. Depois do penalti marcado Jardel descobre outro golo ao cair do pano e empata o jogo.

Nesse ano o Sporting é campeão com o Jardel a marcar 42 golos, a terceira melhor marca de sempre, igualando o Eusébio e a apenas 1 do Peyroteo e a 4 do Yazalde.

Os nietzcheanos do Sporting afirmarão sempre a superioridade estética e numérica de Jardel na grande área num ano em que esse empate pouco significou para o Sporting ou para o Benfica - na altura a atravessar o deserto - nas contas da beleza do último título do Sporting. A ética desse jogo perdeu-se na história porque o Sporting ao longo desse campeonato foi claramente superior e resta aos kierkegaardeanos do Benfica ficarem a clamar por justiça e ética.

Ora como a história é coisa que se repete mas em cores diferentes desta vez foi um Sporting a com uma época irrelevante e a 34 pontos do Benfica a reclamar pela ética.

E com razão.

Preferia que a vitória do Benfica não tivesse essa mácula. Preferia ter uma superioridade estética e ética, para além da evidente numérica. Não tenho. Houve um erro de arbitragem que manchou o jogo. Mas olhando para trás no tempo e na história, apesar de os erros não anularem outros erros, daqui a uns anos quando num derby o Benfica for outra vez roubado os sportinguistas vão olhar para trás e acusar-nos do roubo do Capela para anular qualquer crítica que possa ser feita.

O problema da ética e verdade desportiva é que só pode ser aferida retroativamente e depressa é anulada pelas contas no final de cada época.

Assim como hoje o que os sportinguistas se lembram dessa época de 2001 é dos números do Jardel e do título e os benfiquistas só se lembram desse roubo descarado, o que irá acontecer no futuro será o mesmo mas com troca de papéis.

 É justo? Não. O futebol não é no entanto um debate filosófico acerca do certo e do errado. O futebol são golos e a não ser que me digam que o Benfica pagou milhares ao Capela para não assinalar penaltis contra o Sporting, aí sim um problema ético e criminal, no futebol ganha quem marca mais golos, independentemente dos erros dos árbitros. E o Benfica ontem marcou dois, um deles uma obra de arte, um hino ao futebol.

Mais uma vez, obrigado Gaitán.



quinta-feira, 18 de abril de 2013

Derby é Derby e.... vice-versa como diria o outro!

Pronto, chegou a altura da época em que tudo se resume a 3 ou 4 jogos e tudo fica decidido... e nada melhor do que começar com o derby!
Quer se queira, quer não, este é o jogo da nossa memória, da nossa infância, aquele que se prolonga durante dias a fios e se prepara com a mesma ansiedade de um encontro com uma miúda nova que queremos conquistar - ou na versão de alguns apenas dar uma volta no carrossel da fantasia...
Tenho a sorte e a virtude de ter grandes amigos sportinguistas e/ou lagartos, aliás caracterizam-se por serem até alguns dos mais importantes ou próximos... é óbvio que os benfiquistas e/ou lampiões têm a maioria e alguns idêntica importância, mas gosto muito dos meus amigos sportinguistas... mesmo quando distilam o ódio pelo meu clube, mesmo quando confessam que veêm primeiro os resultados do Benfica para saberem se perderam antes de verem que o Sporting venceu, mesmo quando nos atiram com um qualquer resultado do Futsal, Ténis de Mesa ou Corfebol ou mesmo quando insistem na delirante ignomínia dos 3000 e tal títulos incluindo as retumbantes vitórias ou 4º postos no Torneio Internacional de Freixo-de-Espada-à-Cinta em juvenis numa qualquer modalidade individual ou colectiva. Contudo, respeito-os e compreendo.
Extrapolando e armando-me ao pingarelho na antropologia desportiva, isto é quase como a história dos irmãos completamente diferentes, filhos da mesma cidade, opostos na educação, nas virtudes e nos defeitos, quase como se um fosse criado por um pai e outro criado pela mãe (chiça, confesso que me lembrei dos Portas...), um nado nas traseiras de uma farmácia, fundido na vontade e pobreza de um grupo de orfãos, que andou de campo em campo, que constrói um estádio pelas próprias mãos, outro nado para divertimento de um visconde, fundido no pressuposto de grandeza conferido pela nobreza e/ou burguesia, que sempre povou o mesmo sítio, e que curiosamente vê os papéis inverterem-se nos dias de hoje. Não nos enganemos, ambos têm um cariz popular, nacional mas os trejeitos e as mesmas características mantém-se lá.
Vi muitos derbys, alguns ao vivo, outros na tv, outros em relatos de domingo à tarde, e seria fácil falar-vos daqueles que me deixaram mais feliz, mas hoje apetece-me falar de dois que não vi, ou que só ouvi, mas que servem para mostrar que aprendemos mais quando não ganhamos, pois não imbuídos pela cegueira da glória, do que quando perdemos momentaneamente mas tornamo-nos melhores e mais sábios.

Primeiro, o derby das curvas de Nisa como sempre o recordarei... tinha 10 anos e regressava da terra das minhas raízes, apertado, debaixo de chuva imensa; após a passagem pelas Portas de Rodão com o resultado num empate de uma bola, a 50 km/h, enquanto se iniciavam as curvas da serra (cerca de 100 até chegar a Nisa...) e até ao seu término ouvi a derrota copiosa num estertor de golos atrás de golos da equipa listada. Não me envergonhei, no fim continuávamos em primeiro, e recordo esse momento com o sorriso trocista de criança. Todos parecem esquecer que nas 7 jornadas seguintes, vencemos 7 vezes enquanto os adversários listados perderam 3 e empataram 4 jogos. Foi a última vez que o Benfica conquistou a dobradinha, tal como desejo que - pelo menos isso - consiga nesta época. É o que recordo da época 1985/1986 e glorifico, outros fazem musicais com o célebre 7-1. Nunca a frase podes perder uma batalha, mas vencerás a guerra fez tanto sentido.

Segundo, o derby do teletexto... ausente do país por motivos familiares e de festa, na época em que a lagartagem voltou a respirar e a ser campeã - merecidamente - também o "meu" Benfica estava ausente em parte incerta, quase destruído pelo burlão, preparava-se a festa monumental do último jogo no estádio dos concertos e que melhor convidado do que o grande rival. Antes de viajar lembro-me de ver num pasquim qualquer que até os cabeçudos de Torres iriam desfilar na saudosa pista do grande Moniz Pereira como prelúdio para os "cabeçudos" vermelhos que viriam a seguir. Para mim não era uma dor que ganhassem, mas seria uma dor se não tivéssemos orgulho. Rodeado, a uma distância imensa, de sportinguistas, sem acesso a qualquer outra informação que não fosse, na altura, o simples teletexto de uma qualquer tv alemã, desesperava-se pelo nulo quase até ao fim. Desisti, não queria saber, mais uma bier e whatever... até que ao minuto 86', lá apareceu 0-1 Sabry... e quando passou a verde, sorri! Sorri pelo orgulho e por termos mostrado que ainda haveria uma réstea de esperança para que nos erguessemos novamente.  "Vocês são o pior que pode haver, nunca se deixam comer, raios parta...." disse-me um grande sportinguista. Eu sorri, mais uma vez, com orgulho.
Também esta mensagem serve para nós no Domingo, nunca subestimem um adversário por mais fraco que este possa parecer. Principalmente quando o mesmo aparece ferido.

Histórias, estórias, mas domingo quando começar, será sempre o mesmo jogo na rua, lampiões para um lado, lagartos para o outro, balizas de 1 passo e sorrir, gritar, chutar, praguejar, beber, e comungar das nossas diferenças. Exultem-se as hostes, aí vem o derby.
Eu gostava que fosse assim, simples e mágico:



terça-feira, 16 de abril de 2013

A verdade é lenta mas eficaz: oito anos depois de volta ao Jamor

O Benfica foi displicente.
O Benfica foi lento.
O Benfica fez um jogo sofrível.
O Benfica volta ao Jamor oito anos depois.

Quatro factos. Apenas um é relevante.

A Taça de Portugal é um troféu único e transversal a todas as equipas portuguesas. Um troféu clássico do futebol. Um troféu onde todas as equipas suam e lutam por lá chegar e ganhar.

Quero festejar a Taça de Portugal de bigode e mini na mão ao sabor dos golos do glorioso.


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Ás vezes o universo conflui e é justo

Num dia sempre de grandes emoções por entre os sorrisos que me realizam, por entre os amigos e amigas que me realizam e o sorriso maior que me completa, completámos nós os da chama imensa o desígnio de vencer.
Nada é mais completo do que vencer sem sobressaltos, como a superioridade natural do vencedor, independentemente do oponente, do adversário, do inimigo, os fantasmas que nos percebem em vez de nos perseguir...
Hoje não estou no glossário da ironia e do divertimento, hoje preencho a escrita com o sentimento, porque também é de sentimento que se enche o meu coração, quando entre outras coisas uma camisola berrante vermelha com o símbolo glorioso corre nos campos.
Faltam 9 pontos consecutivos para a glória, para libertarmos o inferno de aquitude que nos molda, para devolvermos durante uns breves momentos a  imensa felicidade da unidade do objectivo, da conquista, e hoje, tão tranquilo e silencioso foi o passo que ninguém o sentiu porque o mesmo foi considerado natural.
O Jota continua na fase retraída, à espera da vitória suprema, comedido mas eficaz e letal como a equipa, porque é de uma equipa que se trata.
Atentem ao que vos digo: existem duas formas de construir uma equipa, pela unidade da vitória e do objectivo, da comunhão das batalhas vencidas e da vontade de vencer (a única de forma profissional como estes rapazes que envergam o manto sagrado) ou então pela unidade da convivência e da amizade, da comunhão do desígnio criado inter pares ( a forma amadora com que definimos as nossas ligações pessoais e as tornamos maiores).
Ambas podem resultar e desta forma parece que uma mistura de ambas nos pode trazer a glória. Assim seja....
A equipa passeia tranquilidade e vitória e esperamos interpretar a frase do Cajuda da melhor forma possível: "Não quero ser o indíviduo inteligente do cemitério". Pois bem, nós adeptos desta religião que nos consome também não o queremos ser, queremos só que continuem e que que nos guiem rumo ao Marquês e, se possível, à eternidade! Sejam os justos, os vencedores e que se complete o círculo. Que caia agora a nossa "chuva vermelha".




P.S. Ontem fizeram sete anos que perdemos no Nou Camp na caminhada do FC Barcelona para a 2ª conquista da Champignons League. Ninguém sabe o que isso significa, mas para mim é mais um evento que nunca me esquecerei enquanto for vivo, porque também o meu Benfica é um sinal da minha vida. Paraste apenas para me mudares e nasceres :)