Declaração de intenções. Quando decidi começar a escrever este blogue foi, primeiro, por andar nestas coisas da blogosfera desde que ela foi criada e, vá-se lá saber porquê, nunca ter querido escrever sobre bola. Depois, foi com aquela sensação que o ano passado iria ser "o ano de Benfica". Foi-o pelas piores razões. O mês de maio de 2013 deixou marcas profundas que se ressentem na minha disponibilidade mental para escrever algo de entusiasmante ou entusiasmado pelo Benfica após o fatídico 5º mês do ano.
Exemplo disso foi o meu último post que com o Benfica líder estava outra vez embebido de ilusão. quando as coisas começaram a correr mal o entusiasmo foi-se. Mas o que é giro na bola é que bastam três jornadas e volta-se tudo a misturar e o que era ontem verdade hoje é mentira e o que ontem era certeza hoje é o seu oposto e as contas, como sempre, fazem-se sempre no fim.
Há três semanas estava todo contente não tanto por o Benfica ir em primeiro (ocupava esse pódio com o Sporting) mas pelo Porto estar a fazer exibições miseráveis. Em duas jornadas loucas o Benfica perde a liderança num jogo absurdo com o Arouca, deixa-se apanhar pelo Porto e deixa fugir o Sporting.
Eis que o Porto e o seu macaco amestrado percebem que lhes falta qualquer coisa na equipa e repescam Carlos Eduardo, que perfuma a equipa suficiente para marcar 7 golos em dois jogos e morder os calcanhares ao Benfica e deixar de sobreaviso o líder.
Acto contínuo, após as vitórias de Benfica e Porto, eis que nesta jornada o Sporting cumpre uma das minhas previsões e deixa-se atacar pela pressão. Empata com o Nacional e volta à sua condição de Calimero a choramingar pela roubalheira de que foi alvo. Pela reação dos putos e pelos relatos do balneário, o Sporting pode até estar a jogar com alma e pouca pressão mas já se vê que quando algo corre mal o fantasma Calimero depressa ataca e não consegue lidar com os infortúnio. Vão vejo o Sporting a saber ser líder e sabe-o ainda menos que o Benfica ou o Porto, que sabem mas não conseguem.
Mais ainda.
Quando na jornada anterior o Sporting ganha 3-0 num jogo em que o primeiro golo nasce de uma grande penalidade marcada de forma completamente irreal mas embala para uma vitória segura, foi mais ou menos unânime que, apesar do golo que lança a goleada ter nascido de uma falta fora do campo, a exibição do Sporting fez por merecer a vitória.
Ou seja, a superioridade foi por demais evidente de tal forma que a estética se sobrepôes à ética e o merecimento da condição de líder não poderia ser posta em causa.
A tese a semana passada foi " O Sporting apesar de ter beneficiado de um lance irregular para iniciar uma goleada merece ser líder porque durante os 90 minutos mais do que justificou a vitória"
Já esta jornada todo o ónus do merecimento da condição de líder isolado cai sobre o golo supostamente mal anulado a Slimani e não sobre a incapacidade do Sporting ter marcado qualquer golo em 90 minutos fora do lance de Slimani.
Portanto, a tese do sportinguista para esta semana é a que "O Sporting merecia estar na frente isolado porque nos roubaram o golo limpo" em vez de "O Sporting merece ser apanhado pelo Benfica e Porto porque não fez a ponta de um chavelho durante 89 minutos para que justificasse a liderança.
Calimeros...
Agora a três já não se respira tão bem cá em cima e está um pouco mais bafiento o ambiente.
A estatísticas valem o que valem mas da última vez que o lugar de líder no Natal foi ocupado pelos 3 grandes foi quando o Benfica de Trapattoni foi campeão... a jogar à defesa com o Nuno Assis a 10 e o Petit a distribuir fruta no meio campo.
Mas digo isto só para encher chouriços que o entusiasmo não é muito.
Maio ainda me dói
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Respira-se melhor cá em cima.
Olha... O Sporting, a partilhar a liderança connosco e a vermos o Porto lá em baixo. O ar até está mais limpinho e respira-se melhor. Cheira bem... Cheira a Lisboa.
Já lá vai um tempinho desde que os dois clubes de Lisboa ficaram à frente do clube dos andrades. E muitos mais desde que ficaram ombro a ombro pela liderança.
Dois pontos, no entanto:
Primeiro:
O Porto está com um problema. Um problema de discernimento que se escudou o ano passado com uma vitória de campeonato sem saber ler nem escrever, ao sabor de um remate fortuito de um tipo qualquer que este ano nem se sabe bem onde anda.
Essa vitória e o desaire emocional do Benfica que surgiu após aquele malfadadop golo ofuscou uma realidade que já dura há dois anos.
O Porto tem pouco bandc e, desde que vendeu o Moutinho e o James ao Mónaco, pouco mais tem de plantel que Jackson e Fernando.
Mostra também que o Porto não tem treinador. Tem dirigentes que costumavam oferecer um plantel rico de soluções a qualquer macaco amestrado que se ligasse ao automático de um 4-3-3 bem oleado, tivesse a ajuda de algumas arbitragens estrategicamente encomendadas, e isso bastava para se ser campeão e com um bocadinho mais de esforço e inteligência, fazer brilharetes na europa.
Ora este ano o Porto tem um dirigente intermitente, um plantel sem extremos ou defesas laterais e pouco mais que um macaco amestrado com barba como treinador que, face às evidentes lacunas no plantel não sabe como se desenvencilhar desse problema. Mesmo com a ajuda limpinha do Capela, nem um miserável jogador que saiba marcar penaltis oferecidos o Porto tem...
As más exibições redundaram no inevitável. A perca de 7 pontos 7 para os dois principais rivais.
Dito isto vamos ao 2º ponto.
O Porto está em baixo (e numa crise mortal segundo os parincipais pasquins lisboetas de hoje) mas não está morto. Pinto da Costa está doente mas também não está morto e saberá identificar tão bem, ou melhor que qualquer pasquim ou blogger vermelho e verde sabe, quais são os problemas. O mercado de janeiro está à porta e ainda há mais de metade do campeonato pela frente.Da última vez que Benfica e Sporting ultrapassaram o Porto, Jesualdo levou a equipa a ser campeã com 11 pontos de avanço sobre o Benfica.
Cabe a nós Benfica - e ao Sporting se quiser e conseguir - fazer por manter o Porto abaixo com exibições e resultados consistentes.
Por enquanto o Benfica não é Cardozodependente tanto quanto o Porto é Jacksondependente. Lima e Rodrigo provaram-no bem nestes dois últimos jogos, da Champions e do Campeonato. O Sporting treve Slimani para as brancas de Montero.
O que o Sporting não tem ainda é cabeça e maturidade para lidar com a pressão dos jogos grandes e se esta época já o demonstrou por três vezes, duas com o Benfica e uma com o Porto, não será em 6 meses que a maturidade, que não existe, virá ao de cima.
É com estas contas que a liderança conquistada perto do Natal, mesmo que a meias com um rival, algo que normalmente é ao contrário para os lados da Luz que arranca com tesão mas esgota-se ao fim da primeira volta, que tenho um bocadinho mais de ilusão, pelo menos até à próxima derrota vergonhosa
Já lá vai um tempinho desde que os dois clubes de Lisboa ficaram à frente do clube dos andrades. E muitos mais desde que ficaram ombro a ombro pela liderança.
Dois pontos, no entanto:
Primeiro:
O Porto está com um problema. Um problema de discernimento que se escudou o ano passado com uma vitória de campeonato sem saber ler nem escrever, ao sabor de um remate fortuito de um tipo qualquer que este ano nem se sabe bem onde anda.
Essa vitória e o desaire emocional do Benfica que surgiu após aquele malfadadop golo ofuscou uma realidade que já dura há dois anos.
O Porto tem pouco bandc e, desde que vendeu o Moutinho e o James ao Mónaco, pouco mais tem de plantel que Jackson e Fernando.
Mostra também que o Porto não tem treinador. Tem dirigentes que costumavam oferecer um plantel rico de soluções a qualquer macaco amestrado que se ligasse ao automático de um 4-3-3 bem oleado, tivesse a ajuda de algumas arbitragens estrategicamente encomendadas, e isso bastava para se ser campeão e com um bocadinho mais de esforço e inteligência, fazer brilharetes na europa.
Ora este ano o Porto tem um dirigente intermitente, um plantel sem extremos ou defesas laterais e pouco mais que um macaco amestrado com barba como treinador que, face às evidentes lacunas no plantel não sabe como se desenvencilhar desse problema. Mesmo com a ajuda limpinha do Capela, nem um miserável jogador que saiba marcar penaltis oferecidos o Porto tem...
As más exibições redundaram no inevitável. A perca de 7 pontos 7 para os dois principais rivais.
Dito isto vamos ao 2º ponto.
O Porto está em baixo (e numa crise mortal segundo os parincipais pasquins lisboetas de hoje) mas não está morto. Pinto da Costa está doente mas também não está morto e saberá identificar tão bem, ou melhor que qualquer pasquim ou blogger vermelho e verde sabe, quais são os problemas. O mercado de janeiro está à porta e ainda há mais de metade do campeonato pela frente.Da última vez que Benfica e Sporting ultrapassaram o Porto, Jesualdo levou a equipa a ser campeã com 11 pontos de avanço sobre o Benfica.
Cabe a nós Benfica - e ao Sporting se quiser e conseguir - fazer por manter o Porto abaixo com exibições e resultados consistentes.
Por enquanto o Benfica não é Cardozodependente tanto quanto o Porto é Jacksondependente. Lima e Rodrigo provaram-no bem nestes dois últimos jogos, da Champions e do Campeonato. O Sporting treve Slimani para as brancas de Montero.
O que o Sporting não tem ainda é cabeça e maturidade para lidar com a pressão dos jogos grandes e se esta época já o demonstrou por três vezes, duas com o Benfica e uma com o Porto, não será em 6 meses que a maturidade, que não existe, virá ao de cima.
É com estas contas que a liderança conquistada perto do Natal, mesmo que a meias com um rival, algo que normalmente é ao contrário para os lados da Luz que arranca com tesão mas esgota-se ao fim da primeira volta, que tenho um bocadinho mais de ilusão, pelo menos até à próxima derrota vergonhosa
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Bora lá caralho!
Ontem foi mais um jogo típico de Portugal. Jogar bem, sofrer melhor e arrancar a merecida vitória a ferros, sangue, suor e lágrimas. Não há muitas mais análises a fazer. Ronaldo carrega a equipa às costas mas não joga sozinho.
A equipa aprendeu foi a jogar para ele em vez de esperar que seja ele a resolveer tudo sozinho. Há a pena de Ibrahimovic não jogar um mundial mas o resto da equipa da Suécia não tem a metade da qualidade do Ibra, que sim, fica à espera que ele resolva. Portugal merece estar no Brasil, Ronaldo merece estar no Brasil e arrisca-se a ser o melhor jogador português de todos os tempos, por mais que me custe reconhecer em detrimento do deus que ilustra o fundo deste blogue.
Para o ano o Verão vai ser animado. Até lá temos um campeonato e uma taça para ganhar e um figurão a fazer na Europa para que a seleção seja mais vermelha ainda. Se o Rúben não se lesionar e continuar a fazer o que começou esta época, se o André continuar a jogar bem nas laterais e se o Ivan, o André Gomes ou o Bernardo explodirem a tempo, talvez o nosso glorioso esteja melhor representado nas cores portuguesas para o ano.
Mas para isso é preciso que o Benfica ganhe títulos com portugueses a jogar lá
Que bons ventos nos levem o vermelho de volta ao Brasil!
A equipa aprendeu foi a jogar para ele em vez de esperar que seja ele a resolveer tudo sozinho. Há a pena de Ibrahimovic não jogar um mundial mas o resto da equipa da Suécia não tem a metade da qualidade do Ibra, que sim, fica à espera que ele resolva. Portugal merece estar no Brasil, Ronaldo merece estar no Brasil e arrisca-se a ser o melhor jogador português de todos os tempos, por mais que me custe reconhecer em detrimento do deus que ilustra o fundo deste blogue.
Para o ano o Verão vai ser animado. Até lá temos um campeonato e uma taça para ganhar e um figurão a fazer na Europa para que a seleção seja mais vermelha ainda. Se o Rúben não se lesionar e continuar a fazer o que começou esta época, se o André continuar a jogar bem nas laterais e se o Ivan, o André Gomes ou o Bernardo explodirem a tempo, talvez o nosso glorioso esteja melhor representado nas cores portuguesas para o ano.
Mas para isso é preciso que o Benfica ganhe títulos com portugueses a jogar lá
Que bons ventos nos levem o vermelho de volta ao Brasil!
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
G'anda jogatana!
No último dérbi tinha-me queixado que o jogo tinha sido previsivelmente aborrecido, que os dérbis dos últimos anos eram sempre a mesma coisa e que mesmo as vitórias ou as derrotas para cada lado obedeciam a um padrão.
Como não há bela sem senão nem regra sem exceção (gostaram? foi metida mesmo agora... não gostaram? Olha foda-se, escrevam vocês...) felizmente o dérbi do sábado foi tudo menos monótono, previsível e aborrecido e foi talvez dos melhores dérbis a que assisti. Para ser melhor só mesmo se depois do terceiro do Cardozo, o Benfica arrancasse para uma daquelas goleadas à antiga mas isso é que parece que está difícil para estes lados.
Nesse capítulo foi o Sporting que levou a melhor mais recentemente, também para um jogo da Taça onde depois de um 2-0 a nosso favoro Sporting recupera para um épico 5-3. Melão habitual e seguiu na altura o Sporting na Taça com um Benfica por arames dependendo de um Di Maria ainda verdinho e com o Chalana no banco a mandar na coisa! (não podia ter sorrido bem...)
Desta vez não aconteceu goleada mas aconteceu golos e futebol. Aconteceu Cardozo e por isso aconteceram golos. E aconteceram expulsões e porrada e polémica e erros de arbitragem e erros de equipa e de jogadores, bolas no poste, penalistis por assinalar, tudo num turbilhão de emoções e de sofrimento que me fizeram viver este jogo como há muito que não vivia.
Desta vez não foi o Sporting com o tesão do mijo habitual a querer comer tudo e todos. Foi um Benfica mandão e controlador que manietou o Sporting e que, com autoridade, mesmo depois de sofrer o empate pelo Capel, conseguiu dar a volta por cima. O primeiro remate do Sporting foi aos 38 minutos, no golo que deu o empate. Depois o hattrick do Cardozo que me deixou com a esperança de arrancarmos para uma goleada épica. Pena voltarmos a cair nos erros habituais desta época. as falhas de marcação.
Havia benfiquistas nas redes sociais a reclamar "VERGONHA" e a cabeça do jesus pelos erros nas bolas paradas. Compreende-se. uma equipa que quer ser autoritária não pode abrir um flanco destes. Uma vez mais o pesadelo dos 92 minutos voltou mas que foi corrigido num prolongamento onde o Sporting tinha vontade mas já não tinha perna se o Benfica acreditou mais. Tanto acreditou que o Patrício respondeu.
Acho no entanto que estão a crucificar o Patrício.Foi o Patrício que impediu o Sporting de saír mais cedo do jogo e ainda conseguiu aguentar a equipa no tempo regulamentar para que tivesse esperança de passar no prolongamento. No fundo, o erro do Patrício foi apenas o revelar de uma inevitabilidade. Patrício trouxe justiça ao resultado.
E não só. O guarda-redes do Sporting conseguiu deixar-me verdadeiramente deliciado outra vez com um momento de futebol. Aquela bola a pingar lentamente por debaixo das pernas do guardião verde e a ir vagarosamente alojar-se no lado de lá da linha de golo e o ar feliz do Luisão em contraste com o ar estupefacto do Patrício a segurar a bola em cima da linha de golo, como que a dizer "Mas a bola não passou..." é algo que irei ver e rever durante muitos anos.
Mais uma vez é pena que os erros de arbitragem tenham manchado o jogo. Apesar de os erros não terem condicionado o decorrer do jogo como o fizeram no dérbi da época passada, o Sporting não deixa de ter razão no fora de jogo que precede o terceiro golo do Cardozo. Embora ali mesmo em linha e sem beneficiar diretamente da posição para ter marcado o golo, não deixa de estar visivelmente em fora de jogo. Assim como têm razão no penalti claro do André Almeida (o do Luisão aceita-se não ter sido assinalado, assim como se aceitava se fosse). É por isso que é natural que se ressintam pelos erros de arbitragem.
Infelizmente (ou felizmente) eu cá não sou nada imparcial nestas merdas e como não sou analista desportivo nem olho para as coisas com um olhar neutro, estou-me positivamente a cagar para os erros de arbitragem que prejudicaram o Sporting. Foi um jogo épico, foi uma torrente de emoções que felizmente viraram para o bom porto da vitória do Benfica.
Depois do desastre da Grécia com aquela magra vingança do Roberto (que agora provavelmente vai levar um baile de bola do PSG e dar uma casa ou duas para compensar as que não deu), este foi o jogo ideal para alimentar mais uma ilusão este ano. Pelo menos até à próxima derrota escandalosa ou exibição miserável. Porque, meso que às vezes o queira, não consigo deixr de ver o Benfica nem de torcer pela sua vitória e acreditar que conseguimos ganhar alguma coisa.
Como não há bela sem senão nem regra sem exceção (gostaram? foi metida mesmo agora... não gostaram? Olha foda-se, escrevam vocês...) felizmente o dérbi do sábado foi tudo menos monótono, previsível e aborrecido e foi talvez dos melhores dérbis a que assisti. Para ser melhor só mesmo se depois do terceiro do Cardozo, o Benfica arrancasse para uma daquelas goleadas à antiga mas isso é que parece que está difícil para estes lados.
Nesse capítulo foi o Sporting que levou a melhor mais recentemente, também para um jogo da Taça onde depois de um 2-0 a nosso favoro Sporting recupera para um épico 5-3. Melão habitual e seguiu na altura o Sporting na Taça com um Benfica por arames dependendo de um Di Maria ainda verdinho e com o Chalana no banco a mandar na coisa! (não podia ter sorrido bem...)
Desta vez não aconteceu goleada mas aconteceu golos e futebol. Aconteceu Cardozo e por isso aconteceram golos. E aconteceram expulsões e porrada e polémica e erros de arbitragem e erros de equipa e de jogadores, bolas no poste, penalistis por assinalar, tudo num turbilhão de emoções e de sofrimento que me fizeram viver este jogo como há muito que não vivia.
Desta vez não foi o Sporting com o tesão do mijo habitual a querer comer tudo e todos. Foi um Benfica mandão e controlador que manietou o Sporting e que, com autoridade, mesmo depois de sofrer o empate pelo Capel, conseguiu dar a volta por cima. O primeiro remate do Sporting foi aos 38 minutos, no golo que deu o empate. Depois o hattrick do Cardozo que me deixou com a esperança de arrancarmos para uma goleada épica. Pena voltarmos a cair nos erros habituais desta época. as falhas de marcação.
Havia benfiquistas nas redes sociais a reclamar "VERGONHA" e a cabeça do jesus pelos erros nas bolas paradas. Compreende-se. uma equipa que quer ser autoritária não pode abrir um flanco destes. Uma vez mais o pesadelo dos 92 minutos voltou mas que foi corrigido num prolongamento onde o Sporting tinha vontade mas já não tinha perna se o Benfica acreditou mais. Tanto acreditou que o Patrício respondeu.
Acho no entanto que estão a crucificar o Patrício.Foi o Patrício que impediu o Sporting de saír mais cedo do jogo e ainda conseguiu aguentar a equipa no tempo regulamentar para que tivesse esperança de passar no prolongamento. No fundo, o erro do Patrício foi apenas o revelar de uma inevitabilidade. Patrício trouxe justiça ao resultado.
E não só. O guarda-redes do Sporting conseguiu deixar-me verdadeiramente deliciado outra vez com um momento de futebol. Aquela bola a pingar lentamente por debaixo das pernas do guardião verde e a ir vagarosamente alojar-se no lado de lá da linha de golo e o ar feliz do Luisão em contraste com o ar estupefacto do Patrício a segurar a bola em cima da linha de golo, como que a dizer "Mas a bola não passou..." é algo que irei ver e rever durante muitos anos.
Mais uma vez é pena que os erros de arbitragem tenham manchado o jogo. Apesar de os erros não terem condicionado o decorrer do jogo como o fizeram no dérbi da época passada, o Sporting não deixa de ter razão no fora de jogo que precede o terceiro golo do Cardozo. Embora ali mesmo em linha e sem beneficiar diretamente da posição para ter marcado o golo, não deixa de estar visivelmente em fora de jogo. Assim como têm razão no penalti claro do André Almeida (o do Luisão aceita-se não ter sido assinalado, assim como se aceitava se fosse). É por isso que é natural que se ressintam pelos erros de arbitragem.
Infelizmente (ou felizmente) eu cá não sou nada imparcial nestas merdas e como não sou analista desportivo nem olho para as coisas com um olhar neutro, estou-me positivamente a cagar para os erros de arbitragem que prejudicaram o Sporting. Foi um jogo épico, foi uma torrente de emoções que felizmente viraram para o bom porto da vitória do Benfica.
Depois do desastre da Grécia com aquela magra vingança do Roberto (que agora provavelmente vai levar um baile de bola do PSG e dar uma casa ou duas para compensar as que não deu), este foi o jogo ideal para alimentar mais uma ilusão este ano. Pelo menos até à próxima derrota escandalosa ou exibição miserável. Porque, meso que às vezes o queira, não consigo deixr de ver o Benfica nem de torcer pela sua vitória e acreditar que conseguimos ganhar alguma coisa.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Ser benfiquista é...
... levantar-me domingo antes da uma da tarde e ir ao Barbas na Costa encher a pança com uma cataplana de peixe à beira mar entre as fotografias do Eusébio com o Barbas que estão espalhadas pela parede.
... discutir a economia do país e de como ir ao Barbas devia dar benefícios fiscais. Aliás, pagar quotas do Benfica devia dar benefícios fiscais. Comer no Barbas e ser do Benfica é benéfico para a economia do país. (Este post tem o patrocínio da Clara Alves)
... ir ver o Benfica dar 2-0 ao Nacional, ver a cantera do Benfica dar resultados. Ver o momento bonito entre o Jesus e o Manuel Machado.
... gritar golo do Cardozo.
... esperar que um adversário direto perca pontos.
Tudo isto aconteceu. Tudo isto foi um domingo à Benfica.
P.S: Momento menos benfiquista, no sentido estrito do termo. Para ser verdadeiramente honesto, embora o empate fosse o resultado mais apetecível, estava genuinamente a torcer pelo Sporting. Para além de não gostar do Porto, detesto ainda mais o Paulo Fonseca. Um treinador medíocre que depressa absorve a doutrina do velho e limita-se a apontar com o dedo, tipo macaco amestrado, quando a equipa funciona como um relógio. Mas o Sporting teve de enfrentar a dura realidade. É uma equipa inferior à do Porto. O melhor Sporting só dá para empatar com o mais mediano do Benfica e para perder 3-1 com o Porto.
Resta saber se o melhor Sporting nos ganha na Taça ou cá desconfio que este ano o Natal volta a chegar mais cedo para os lados de Alvalade.
... discutir a economia do país e de como ir ao Barbas devia dar benefícios fiscais. Aliás, pagar quotas do Benfica devia dar benefícios fiscais. Comer no Barbas e ser do Benfica é benéfico para a economia do país. (Este post tem o patrocínio da Clara Alves)
... ir ver o Benfica dar 2-0 ao Nacional, ver a cantera do Benfica dar resultados. Ver o momento bonito entre o Jesus e o Manuel Machado.
... gritar golo do Cardozo.
... esperar que um adversário direto perca pontos.
Tudo isto aconteceu. Tudo isto foi um domingo à Benfica.
P.S: Momento menos benfiquista, no sentido estrito do termo. Para ser verdadeiramente honesto, embora o empate fosse o resultado mais apetecível, estava genuinamente a torcer pelo Sporting. Para além de não gostar do Porto, detesto ainda mais o Paulo Fonseca. Um treinador medíocre que depressa absorve a doutrina do velho e limita-se a apontar com o dedo, tipo macaco amestrado, quando a equipa funciona como um relógio. Mas o Sporting teve de enfrentar a dura realidade. É uma equipa inferior à do Porto. O melhor Sporting só dá para empatar com o mais mediano do Benfica e para perder 3-1 com o Porto.
Resta saber se o melhor Sporting nos ganha na Taça ou cá desconfio que este ano o Natal volta a chegar mais cedo para os lados de Alvalade.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
O Dilúvio Vermelho e a grandeza de Roberto
O jogo de ontem foi uma boa parábola acerca do que tem sido o Benfica esta época. Uma equipa a arrastar-se displicen quando a vlda lhe é facilitada e só quando leva uma bofetada e fica de rastos é que acorda e luta. Só que ontem a luta foi contra a intempérie e só um milagre conseguiria dar a volta ao mau resultado imposto por Dominguez.
Ou um milagre ou o Roberto.
Na época quente do Roberto, Jesus, teimoso e inflexível como é, parafraseou que o Roberto ainda havia de dar pontos ao Benfica. Não se enganou. Tal qual uma inevitabilidade trágica, o Roberto deu a sua habitual "casa", qual boneco de trapos com os bracinhos a esvoaçar ao sabor do vazio onde não havia bola nenhuma.
Roberto limitou-se a cumprir o que parece ser evidente para todos menos para o próprio ou para os seus treinadores. Roberto é bom entre os postes mas um desastre autêntico a saír deles. Não é psicológico, motivacional, conjuntural ou má vontade.
É uma clara, evidente e quase irresolúvel deficiência técnica. O homem não sabe saír a bolas pelo ar. Ponto final.
Roberto és grande! ... e finalmente fizeste o Benfica feliz!
Fora isso, o jogo de ontem (ou os 45 minutos onde ainda se conseguia jogar alguma coisa) mostrou que só umaa grande reviravolta na mentalidade dos jogadores conseguirá fazer o Benfica saír do limbo desta época.
Com campeonato, taça, taça da liga, Champions, o Benfica tem de ter, mais do que soluções no banco e plantel, vontade e querer mostrar que está aqui para as vencer a todas. Nem que sej apara perder tudo no fim da época. Mas esse é um momento que, embora trágico, só acontece a quem lutar para lá chegar.
A taça resolve-se já que calhou-nos logo o Sporting à 4ª eliminatória e se os putos continuarm com o tesão do mijo, ou nos levantamos e lutamos já, ou ficamos com menos uma competição para nos preocuparmos.
Ou um milagre ou o Roberto.
![]() |
Ooops... |
Na época quente do Roberto, Jesus, teimoso e inflexível como é, parafraseou que o Roberto ainda havia de dar pontos ao Benfica. Não se enganou. Tal qual uma inevitabilidade trágica, o Roberto deu a sua habitual "casa", qual boneco de trapos com os bracinhos a esvoaçar ao sabor do vazio onde não havia bola nenhuma.
Roberto limitou-se a cumprir o que parece ser evidente para todos menos para o próprio ou para os seus treinadores. Roberto é bom entre os postes mas um desastre autêntico a saír deles. Não é psicológico, motivacional, conjuntural ou má vontade.
É uma clara, evidente e quase irresolúvel deficiência técnica. O homem não sabe saír a bolas pelo ar. Ponto final.
Roberto és grande! ... e finalmente fizeste o Benfica feliz!
Fora isso, o jogo de ontem (ou os 45 minutos onde ainda se conseguia jogar alguma coisa) mostrou que só umaa grande reviravolta na mentalidade dos jogadores conseguirá fazer o Benfica saír do limbo desta época.
Com campeonato, taça, taça da liga, Champions, o Benfica tem de ter, mais do que soluções no banco e plantel, vontade e querer mostrar que está aqui para as vencer a todas. Nem que sej apara perder tudo no fim da época. Mas esse é um momento que, embora trágico, só acontece a quem lutar para lá chegar.
A taça resolve-se já que calhou-nos logo o Sporting à 4ª eliminatória e se os putos continuarm com o tesão do mijo, ou nos levantamos e lutamos já, ou ficamos com menos uma competição para nos preocuparmos.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Ganha-se uns, perde-se outros
Ou quem dá tira ou o diabo a sete.
Será que finalmente caimos na real? Ou será que para a próxima jornada do campeonato e da Liga dos Campeões fazemos mais dois resultados que nos iludem até à próxima vez que cairmos outra vez na real?
O Benfica empata com o Belém num campo alagado sem condições físicas e anímicas da equipa, leva um banho de realidade chamado Ibrahimovic na Liga dos Campeões e de repente estamos seguros pelos arames do Estoril.
Ontem lutámos desesperadamente para manter uma esperança ilusória que nos vai arrastar este ano penosamente até ao fim. Tenho este assomo de lucidez até ao próximo resultado milagroso do Benfica que me vai deixar cego de esperança outra vez até ao próximo resultado miserável e assim sucessivamente.
Fica este post para memória futura, uma espécie de âncora à realidade onde me agarre na próxima vitória e onde venha dizer "eu sabia" na próxima derrota.
Se o Sporting passa do Natal, é campeão. O Paulo Fonseca não é treinador para vencer campeonatos, por mais Jackson que tenha, que, neste momento, pouco mais tem do que Jackson.
Nós? O carrocel emocional de sempre. A eterna ilusão.
Se formos campeões este ano, lembrem-me de cá vir ler este post para não caír naquela cegueira vermelha do "somos os melhores", que para merecermso alguma vitória que se veja este ano é necessário dar uma volta de 180º (ou 360, se for o Jesus a dizer isto)...
Bem hajam.
(P.S. Yay, Cardozo... Yay...)
Será que finalmente caimos na real? Ou será que para a próxima jornada do campeonato e da Liga dos Campeões fazemos mais dois resultados que nos iludem até à próxima vez que cairmos outra vez na real?
O Benfica empata com o Belém num campo alagado sem condições físicas e anímicas da equipa, leva um banho de realidade chamado Ibrahimovic na Liga dos Campeões e de repente estamos seguros pelos arames do Estoril.
Ontem lutámos desesperadamente para manter uma esperança ilusória que nos vai arrastar este ano penosamente até ao fim. Tenho este assomo de lucidez até ao próximo resultado milagroso do Benfica que me vai deixar cego de esperança outra vez até ao próximo resultado miserável e assim sucessivamente.
Fica este post para memória futura, uma espécie de âncora à realidade onde me agarre na próxima vitória e onde venha dizer "eu sabia" na próxima derrota.
Se o Sporting passa do Natal, é campeão. O Paulo Fonseca não é treinador para vencer campeonatos, por mais Jackson que tenha, que, neste momento, pouco mais tem do que Jackson.
Nós? O carrocel emocional de sempre. A eterna ilusão.
Se formos campeões este ano, lembrem-me de cá vir ler este post para não caír naquela cegueira vermelha do "somos os melhores", que para merecermso alguma vitória que se veja este ano é necessário dar uma volta de 180º (ou 360, se for o Jesus a dizer isto)...
Bem hajam.
(P.S. Yay, Cardozo... Yay...)
Subscrever:
Mensagens (Atom)




