Há já mais de um mês que aqui não vinha deixar o bitaite vermelho e não foi por falta de assunto.O meu último artigo versava sobre a nossa vitória sobre o clube dos andrades e seu macaco amestrado e de como conseguimos arrancar a alma do Eusébio de volta à Luz para uma vitória inédita em cinco anos.
Depois disso muito se passou, nomeadamente uma tempestade de nome Stephanie (porque raio dão o nome de filha de emigrante a uma tempestade, ultrapassa-me) que fez uns estragos lá pela catedral, uma vitória categórica e sem grande contestação por parte de ninguém do gloriose sorbe o Sporting, uma gestão mais ou menos equilibrada com doses iguais de critério e sorte por parte de Jesus no regresso às conpetições europeias e a concretização da hecatombe anunciada dos andrades e seu macaco amestrado.
Quanto à vitória do Glorioso sobre os putos do Sporting muito haveria para escrever, principalmente da minha parte que tive de ir ao Estádio duas vezes empaturrar-me de bifanas e entremeada para finalmente conseguir ver um derby (finalmente uma das minhas falhas enquanto benfiquista foi colmatada. ver o Benfica a dar uma abada ao Sporting em pleno Estádio da Luz). Só que a evidência da vitória foi tal, a ausência de casos de arbitragem foi nula, a ausência de capacidade de ganhar do Sporting e a assunção direta, honesta e lúcida dos dirigentes, jogadores e treinador do Sporting foi de tal mode evidente e desarmante que deixou-me a mim, benfiquista, sem ponta para pegar e chagar a cabeça à lagartagem.
Noutros derbys haveria luta de parte a parte, expulsões, polémicas, a lagartagem espumaria da boca, os benfiquistas esfregariam argumentos na cara dos seus adversários, gritava-se, acusava-se, fazia-se trinta por uma linha. Não. O que se passou foi um jogo normal de uma equipa superior que ganhou a uma equipa que ainda não tem maturidade para se bater de igual para igual. Ponto final. 2-0. 3 pontos e o Sporting segue para a próxima sem mais. Que raio de piada isso tem??
Adiante.
Hoje o Benfica pode-se adiantar na tabela classificativa com 7 pontos de avança sobre o Porto e 5 sobre o Sporting. Terá de de o fazer, até porque Jesus assumiu de tal forma a prioridade do campeonato que até põe a equipa B a jogar na europa e com resultados positivos. Portanto hoje não há desculpa para falhar.
Quanto ao Porto, sem surpresas. O clube tem vivido já há muitos anos à sombra de uma bananeira que está a nmirrar. Ou seja, a capacidade de contruitr uma equipa à volta de uma estrutura bem oleada em que basta apenas trocar os jogadores e meter um macaco amestrado a apontar com o dedo para que aquilo funcione. Mas essa fórmula não pode durar para sempre Não é a primeira vez que escrevo sobre isso aqui, portanto não me vou alongar.
Uma equipa que substitui Moutinho e James por Josué e Licá e não tem laterais nem centrais no banco, o seu motor de meio campo abandona o barco a meio para ir ganhar dinheiro para as Arábias e que o único reforço de inverno é um Quaresma com 30 anos e com ano e meio a jogar aos bochechos que ainda assim chega e faz dois ou três brilharetes para evitar que o barco de afunde mais depressa (mas não que se afunde), é uma equipa que está já na curva descendente.
E percebe-se melhor que está na curva descendente quando em pleno Estádio do Dragão... ao minuto 80.... um árbitro vê um penalti... contra o Porto... assinala-o... e expulsa o jogador que o comete... em pleno estádio do Dragão... Podem ir lá fora ver se está a chover gafanhotos ou o céu está em sangue que eu espero aqui um bocadinho.
Ainda assim o meu entusiasmo não é grande. Depois do que passei o ano passado não consigo entusiasmar-me o suficiente. Acho que só vou começar a acreditar que é este ano quando formos ao Dragão com mais de três pontos de avanço, ou seja, já campeões, e ajudarmos a afundar o que resta do Porto desta época. Ou então não.
Enfim.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
A Verdade de um clássico
Porra! Estava a ver que não era desta! O cinismo contrastante da capa do jornal "O Jogo" com os restantes diários desportivos nas capas do dia após o clássico de domingo demonstra, para além da azia evidente que este resultado causou na redação do pasquim oficioso dos Andrades, uma verdade e um sentimento transversal a todos os benfiquistas.
"À oitava foi de vez"
O Jesus lá conseguiu ganhar um jogo ao Futebol Culube do Porto, para o campeonato, quatro anos depois. E fê-lo com a autoridade inequívoca de um líder que merece estar nesse lugar. Ainda para mais nas circunstãncias embargadas pela carga emocional da morte do Eusébio. Era de facto importante ter ganho este jogo. Foi preciso ter acontecido o que aconteceu para que, finalmente, em frente ao Porto, tenhamos tido uma exibição com confiança, com garra, com alma? Ou este Porto é mais fraco? De tudo um pouco parece-me.
Desde que começou esta época que já observei várias vezes. Ao Porto não lhe basta ter um macaco amestrado a conduzir o 4-3-3 oleado do costume. Convém ter jogadores para o macaco amestrado apontar o dedo para a baliza.
Recordemos que o macaco amestrado da época passada apontava o dedo para a baliza a Jackson, James Rodriguez e Moutinho e isso é ligeiramente diferente que ter um macaco amestrado a apontar o dedo a Josué e Licá. Os pobres Jackson e Fernando bem pode andar ali a correr desalmados que pouco lhes servirá.
Jesus surpreendeu não por colocar Oblak na baliza (aposta de risco ganha. Artur não vai para novo e mais vale apostar em jovens com valor do que comprar outro Roberto) mas sim por jogar sem medo, com o seu 4-4-2 clássico com Rodrigo á solta e Markovic a vagabundear (90 minutos em grande. Mais um ano e estamos prontos a vendê-lo por mais uns milhões) e a dar cabo da cabeça àquele meio campo fraquinho do Porto.
Golos de raiva de Rodrigo e Garay, a enfiar um pontapé e uma cabeçada no marasmo dos jogos do Benfica contra o Porto desde há uns anos para cá (era preciso terem o nome do eusébio na camisola?). Tudo isto num ambiente de genuína homenagem e respeito trasnversal, claque do Porto incluída. Ao contrário do dia anterior em Alvalade, na Luz houve respeito pelo minuto de silêncio. Que seja para continuar.
A verdade, no entanto, é que clássico que é clássico não acaba sem polémica e expulsões. A grande diferença para a roubalheira dos anos anteriores é que este ano o Porto nem a roubalheira consegue aproveitar, seja por azelhice própria, seja pela espécie de justiça divina que aconteceu no domingo à tarde. Este ano ao Porto não têm faltado penalties oferecidos que não consegue aproveitar ou perdoados que não consegue dar a volta. E depois tem azar e quando as coisas se voltam contra eles já não lhes parece tão bem.
Na primeira parte do domínio territorial do Benfica após o 1-0, ao Porto foram-lhe oferecidas umas quantas benesses. Um fora de jogo não assinalado que Jackson não aproveitou e uma expulsão perdoada ao mesmo Jackson. O Porto teria tudo, noutras épocas, para se galvanizar. Já na segunda parte a coisa inicia com uma mão escandalosamente evidente de Mangala que Artur Soares Dias resolve não assinalar para dar canto. Valha-nos a deusa da vitória que, desse canto, teleguia a bola direta à cabeça de Garay para o 2-0, que a justiça também se faz assim.
De repente tudo se inverte e Artur Soares Dias acha que isto só ficava bem se começasse a roubar para o outro lado já que a roubalheira dos primeiros 50 minutos em nada resultou.
Garay comete um penalty evidente sobre o Quaresma (que com 30 anos e mais uns quilos tem mais futebol na ponta da bota direita que Josué ou Licá juntos) que Soares Dias resolve não ver, esquece-se aplicar a lei da vantagem e expula absurdamente Danilo.
Pois é, mas temos pena. Quando o Porto finalmente perceber que não basta ter um gajo qualquer a apontar o dedo e árbitros amigos, que convém ter jogadores que aproveitem bem essas benesses e perceber que há jogadores que não fazem nada numa equipa como o Porto, pode ser que deixe de choramingar quando é prejudicado duas vezes já quando têm a equipa de rastos e levaram dois golaços na Luz
Noutros tempos isto seria bastante para incendiar os ânimos para muitas semanas mas Paulo Fonseca consegue a proeza de deixar um sentimento de incompetência do Porto na Luz tão evidente perante todos que ninguém coloca em causa a superioridade do Benfica neste jogo.
Já o Sporting
*sons de grilos
Vamos a ver como corre esta segunda volta. Paulo Fonseca disse o que pouco mais poderia dizer. Acredita cegamente que será campeão na última jornada.
Este ano, para variar, gostaria de ir ao Dragão já campeão mas não recente. Caramba. Já é altura de sermos campeões a umas boas 4 jornadas do fim e não na última como foi nos dois últimos. Chega de sofrer, porra!
"À oitava foi de vez"
O Jesus lá conseguiu ganhar um jogo ao Futebol Culube do Porto, para o campeonato, quatro anos depois. E fê-lo com a autoridade inequívoca de um líder que merece estar nesse lugar. Ainda para mais nas circunstãncias embargadas pela carga emocional da morte do Eusébio. Era de facto importante ter ganho este jogo. Foi preciso ter acontecido o que aconteceu para que, finalmente, em frente ao Porto, tenhamos tido uma exibição com confiança, com garra, com alma? Ou este Porto é mais fraco? De tudo um pouco parece-me.
Desde que começou esta época que já observei várias vezes. Ao Porto não lhe basta ter um macaco amestrado a conduzir o 4-3-3 oleado do costume. Convém ter jogadores para o macaco amestrado apontar o dedo para a baliza.
Recordemos que o macaco amestrado da época passada apontava o dedo para a baliza a Jackson, James Rodriguez e Moutinho e isso é ligeiramente diferente que ter um macaco amestrado a apontar o dedo a Josué e Licá. Os pobres Jackson e Fernando bem pode andar ali a correr desalmados que pouco lhes servirá.
Jesus surpreendeu não por colocar Oblak na baliza (aposta de risco ganha. Artur não vai para novo e mais vale apostar em jovens com valor do que comprar outro Roberto) mas sim por jogar sem medo, com o seu 4-4-2 clássico com Rodrigo á solta e Markovic a vagabundear (90 minutos em grande. Mais um ano e estamos prontos a vendê-lo por mais uns milhões) e a dar cabo da cabeça àquele meio campo fraquinho do Porto.
Golos de raiva de Rodrigo e Garay, a enfiar um pontapé e uma cabeçada no marasmo dos jogos do Benfica contra o Porto desde há uns anos para cá (era preciso terem o nome do eusébio na camisola?). Tudo isto num ambiente de genuína homenagem e respeito trasnversal, claque do Porto incluída. Ao contrário do dia anterior em Alvalade, na Luz houve respeito pelo minuto de silêncio. Que seja para continuar.
![]() |
| A cara de Rodrigo após o golo demonstrou uma vontade e raiva de ganhar que há muito não víamso em jogos contra o Porto. Vamos a ver se esta raiva e vontade não se transferem para outro clube.... |
Na primeira parte do domínio territorial do Benfica após o 1-0, ao Porto foram-lhe oferecidas umas quantas benesses. Um fora de jogo não assinalado que Jackson não aproveitou e uma expulsão perdoada ao mesmo Jackson. O Porto teria tudo, noutras épocas, para se galvanizar. Já na segunda parte a coisa inicia com uma mão escandalosamente evidente de Mangala que Artur Soares Dias resolve não assinalar para dar canto. Valha-nos a deusa da vitória que, desse canto, teleguia a bola direta à cabeça de Garay para o 2-0, que a justiça também se faz assim.
De repente tudo se inverte e Artur Soares Dias acha que isto só ficava bem se começasse a roubar para o outro lado já que a roubalheira dos primeiros 50 minutos em nada resultou.
Garay comete um penalty evidente sobre o Quaresma (que com 30 anos e mais uns quilos tem mais futebol na ponta da bota direita que Josué ou Licá juntos) que Soares Dias resolve não ver, esquece-se aplicar a lei da vantagem e expula absurdamente Danilo.
Pois é, mas temos pena. Quando o Porto finalmente perceber que não basta ter um gajo qualquer a apontar o dedo e árbitros amigos, que convém ter jogadores que aproveitem bem essas benesses e perceber que há jogadores que não fazem nada numa equipa como o Porto, pode ser que deixe de choramingar quando é prejudicado duas vezes já quando têm a equipa de rastos e levaram dois golaços na Luz
Noutros tempos isto seria bastante para incendiar os ânimos para muitas semanas mas Paulo Fonseca consegue a proeza de deixar um sentimento de incompetência do Porto na Luz tão evidente perante todos que ninguém coloca em causa a superioridade do Benfica neste jogo.
Já o Sporting
*sons de grilos
Vamos a ver como corre esta segunda volta. Paulo Fonseca disse o que pouco mais poderia dizer. Acredita cegamente que será campeão na última jornada.
Este ano, para variar, gostaria de ir ao Dragão já campeão mas não recente. Caramba. Já é altura de sermos campeões a umas boas 4 jornadas do fim e não na última como foi nos dois últimos. Chega de sofrer, porra!
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
DEUSÉBIO
Hoje é dia de Rei...
O dia em que o nosso Pantera Negra ascende ao quarto anel, para desejavelmente iluminar o panteão de Cosme Damião, José Águas e de tantos outros que continuam a ver o Glorioso aqui em baixo.... Tantos outros não, o King era diferente, era único e não era só nosso, era de Todos!
Ontem muitos daqueles que como eu o viram jogar em documentários, vídeos, recordações, memórias, palavras de mais velhos não sentiram menos tristeza do que o seniores que o viram jogar em televisões comunitárias ou os miúdos que o viam com a toalhinha branca a andar tropego no relvado. Eusébio foi uma luz de esperança numa juventude com futuro sombrio, foi um símbolo de superação e talento numa nação e uma prova de humildade quase constrangedora na simplicidade nobre que só os maiores têm.
Um dia a minha mãe perguntou-me aquando das suas saídas do Hospital da Luz como achava que iria ser quando DEusébio finasse, eu disse-lhe que no dia seguinte devia ser feriado nacional... ontem foi a primeira pergunta que me fez, se hoje seria feriado e encheu-me de alegria pela sua recordação.
Eu disse-lhe que sim, que deveria, que noutros países até é, e que aqui será sem dúvida um dia mais triste e de luto. Mas também de alegria igual ao sorriso genuíno, à humildade transbordante do homem que guardava dos adversários amigos e que de quando em vez há-de descer até nós para nos recordar que o Benfica ainda existe.
Descansa em paz!
P.S. Quando chegares lá acima, grande Deusébio, procura o feiticeiro hungaro e diz-lhe das boas para ver se o gajo levanta a maldição.
O dia em que o nosso Pantera Negra ascende ao quarto anel, para desejavelmente iluminar o panteão de Cosme Damião, José Águas e de tantos outros que continuam a ver o Glorioso aqui em baixo.... Tantos outros não, o King era diferente, era único e não era só nosso, era de Todos!
Ontem muitos daqueles que como eu o viram jogar em documentários, vídeos, recordações, memórias, palavras de mais velhos não sentiram menos tristeza do que o seniores que o viram jogar em televisões comunitárias ou os miúdos que o viam com a toalhinha branca a andar tropego no relvado. Eusébio foi uma luz de esperança numa juventude com futuro sombrio, foi um símbolo de superação e talento numa nação e uma prova de humildade quase constrangedora na simplicidade nobre que só os maiores têm.
Um dia a minha mãe perguntou-me aquando das suas saídas do Hospital da Luz como achava que iria ser quando DEusébio finasse, eu disse-lhe que no dia seguinte devia ser feriado nacional... ontem foi a primeira pergunta que me fez, se hoje seria feriado e encheu-me de alegria pela sua recordação.
Eu disse-lhe que sim, que deveria, que noutros países até é, e que aqui será sem dúvida um dia mais triste e de luto. Mas também de alegria igual ao sorriso genuíno, à humildade transbordante do homem que guardava dos adversários amigos e que de quando em vez há-de descer até nós para nos recordar que o Benfica ainda existe.
Descansa em paz!
P.S. Quando chegares lá acima, grande Deusébio, procura o feiticeiro hungaro e diz-lhe das boas para ver se o gajo levanta a maldição.
domingo, 5 de janeiro de 2014
O Rei morreu. Viva o Rei
A escolha da imagem para o fundo desta página retrata bem o que povoa o imaginário de qualquer benfiquista. Quando decidi escrever este blogue não perdi muito tempo a pensar o que ilustraria o fundo deste modesto canto de escribas benfiquistas.
Eusébio morreu hoje. A imagem fica para sempre em todos nós.
O meu pai, velho comunista empedernido e revolucionário de todas as causas operárias, nunca foi grande fã de bola, pelo menos como se entende muitas vezes o que é um pai benfiquista.
Ligou-me hoje a perguntar se estava a caminho do estádio da Luz prestar homenagem ao Rei, e com a voz embargada, de uma forma que me surpreendeu, disse-me apenas.
"Estou profundamente triste, foi um símbolo da minha juventude..."
Foi um símbolo de todos nós.
Todos morrem um dia, Eusébio não foi excepção. Nunca o vi jogar. Quando aprendi a dizer Benfica já o Eusébio arrastava as últimas forças da vontade de jogar à bola pelo União de Tomar. Mas aquela imagem que todos conhecemos do Eusébio a dobrar o corpo ao longo da perna que acabou de disparar uma bala direto à baliza foi o que sempre me contou a história do que é rematar para golo. E o futebol é marcar golos, é rematar à baliza.
O Eusébio ensinou a todos o que é rematar uma bola.
O corpo deixa esta terra amanhã.
O Rei viverá para sempre.
Eusébio morreu hoje. A imagem fica para sempre em todos nós.
O meu pai, velho comunista empedernido e revolucionário de todas as causas operárias, nunca foi grande fã de bola, pelo menos como se entende muitas vezes o que é um pai benfiquista.
Ligou-me hoje a perguntar se estava a caminho do estádio da Luz prestar homenagem ao Rei, e com a voz embargada, de uma forma que me surpreendeu, disse-me apenas.
"Estou profundamente triste, foi um símbolo da minha juventude..."
Foi um símbolo de todos nós.
Todos morrem um dia, Eusébio não foi excepção. Nunca o vi jogar. Quando aprendi a dizer Benfica já o Eusébio arrastava as últimas forças da vontade de jogar à bola pelo União de Tomar. Mas aquela imagem que todos conhecemos do Eusébio a dobrar o corpo ao longo da perna que acabou de disparar uma bala direto à baliza foi o que sempre me contou a história do que é rematar para golo. E o futebol é marcar golos, é rematar à baliza.
O Eusébio ensinou a todos o que é rematar uma bola.
O corpo deixa esta terra amanhã.
O Rei viverá para sempre.
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Agora está mais abafado cá em cima.
Declaração de intenções. Quando decidi começar a escrever este blogue foi, primeiro, por andar nestas coisas da blogosfera desde que ela foi criada e, vá-se lá saber porquê, nunca ter querido escrever sobre bola. Depois, foi com aquela sensação que o ano passado iria ser "o ano de Benfica". Foi-o pelas piores razões. O mês de maio de 2013 deixou marcas profundas que se ressentem na minha disponibilidade mental para escrever algo de entusiasmante ou entusiasmado pelo Benfica após o fatídico 5º mês do ano.
Exemplo disso foi o meu último post que com o Benfica líder estava outra vez embebido de ilusão. quando as coisas começaram a correr mal o entusiasmo foi-se. Mas o que é giro na bola é que bastam três jornadas e volta-se tudo a misturar e o que era ontem verdade hoje é mentira e o que ontem era certeza hoje é o seu oposto e as contas, como sempre, fazem-se sempre no fim.
Há três semanas estava todo contente não tanto por o Benfica ir em primeiro (ocupava esse pódio com o Sporting) mas pelo Porto estar a fazer exibições miseráveis. Em duas jornadas loucas o Benfica perde a liderança num jogo absurdo com o Arouca, deixa-se apanhar pelo Porto e deixa fugir o Sporting.
Eis que o Porto e o seu macaco amestrado percebem que lhes falta qualquer coisa na equipa e repescam Carlos Eduardo, que perfuma a equipa suficiente para marcar 7 golos em dois jogos e morder os calcanhares ao Benfica e deixar de sobreaviso o líder.
Acto contínuo, após as vitórias de Benfica e Porto, eis que nesta jornada o Sporting cumpre uma das minhas previsões e deixa-se atacar pela pressão. Empata com o Nacional e volta à sua condição de Calimero a choramingar pela roubalheira de que foi alvo. Pela reação dos putos e pelos relatos do balneário, o Sporting pode até estar a jogar com alma e pouca pressão mas já se vê que quando algo corre mal o fantasma Calimero depressa ataca e não consegue lidar com os infortúnio. Vão vejo o Sporting a saber ser líder e sabe-o ainda menos que o Benfica ou o Porto, que sabem mas não conseguem.
Mais ainda.
Quando na jornada anterior o Sporting ganha 3-0 num jogo em que o primeiro golo nasce de uma grande penalidade marcada de forma completamente irreal mas embala para uma vitória segura, foi mais ou menos unânime que, apesar do golo que lança a goleada ter nascido de uma falta fora do campo, a exibição do Sporting fez por merecer a vitória.
Ou seja, a superioridade foi por demais evidente de tal forma que a estética se sobrepôes à ética e o merecimento da condição de líder não poderia ser posta em causa.
A tese a semana passada foi " O Sporting apesar de ter beneficiado de um lance irregular para iniciar uma goleada merece ser líder porque durante os 90 minutos mais do que justificou a vitória"
Já esta jornada todo o ónus do merecimento da condição de líder isolado cai sobre o golo supostamente mal anulado a Slimani e não sobre a incapacidade do Sporting ter marcado qualquer golo em 90 minutos fora do lance de Slimani.
Portanto, a tese do sportinguista para esta semana é a que "O Sporting merecia estar na frente isolado porque nos roubaram o golo limpo" em vez de "O Sporting merece ser apanhado pelo Benfica e Porto porque não fez a ponta de um chavelho durante 89 minutos para que justificasse a liderança.
Calimeros...
Agora a três já não se respira tão bem cá em cima e está um pouco mais bafiento o ambiente.
A estatísticas valem o que valem mas da última vez que o lugar de líder no Natal foi ocupado pelos 3 grandes foi quando o Benfica de Trapattoni foi campeão... a jogar à defesa com o Nuno Assis a 10 e o Petit a distribuir fruta no meio campo.
Mas digo isto só para encher chouriços que o entusiasmo não é muito.
Maio ainda me dói
Exemplo disso foi o meu último post que com o Benfica líder estava outra vez embebido de ilusão. quando as coisas começaram a correr mal o entusiasmo foi-se. Mas o que é giro na bola é que bastam três jornadas e volta-se tudo a misturar e o que era ontem verdade hoje é mentira e o que ontem era certeza hoje é o seu oposto e as contas, como sempre, fazem-se sempre no fim.
Há três semanas estava todo contente não tanto por o Benfica ir em primeiro (ocupava esse pódio com o Sporting) mas pelo Porto estar a fazer exibições miseráveis. Em duas jornadas loucas o Benfica perde a liderança num jogo absurdo com o Arouca, deixa-se apanhar pelo Porto e deixa fugir o Sporting.
Eis que o Porto e o seu macaco amestrado percebem que lhes falta qualquer coisa na equipa e repescam Carlos Eduardo, que perfuma a equipa suficiente para marcar 7 golos em dois jogos e morder os calcanhares ao Benfica e deixar de sobreaviso o líder.
Acto contínuo, após as vitórias de Benfica e Porto, eis que nesta jornada o Sporting cumpre uma das minhas previsões e deixa-se atacar pela pressão. Empata com o Nacional e volta à sua condição de Calimero a choramingar pela roubalheira de que foi alvo. Pela reação dos putos e pelos relatos do balneário, o Sporting pode até estar a jogar com alma e pouca pressão mas já se vê que quando algo corre mal o fantasma Calimero depressa ataca e não consegue lidar com os infortúnio. Vão vejo o Sporting a saber ser líder e sabe-o ainda menos que o Benfica ou o Porto, que sabem mas não conseguem.
Mais ainda.
Quando na jornada anterior o Sporting ganha 3-0 num jogo em que o primeiro golo nasce de uma grande penalidade marcada de forma completamente irreal mas embala para uma vitória segura, foi mais ou menos unânime que, apesar do golo que lança a goleada ter nascido de uma falta fora do campo, a exibição do Sporting fez por merecer a vitória.
Ou seja, a superioridade foi por demais evidente de tal forma que a estética se sobrepôes à ética e o merecimento da condição de líder não poderia ser posta em causa.
A tese a semana passada foi " O Sporting apesar de ter beneficiado de um lance irregular para iniciar uma goleada merece ser líder porque durante os 90 minutos mais do que justificou a vitória"
Já esta jornada todo o ónus do merecimento da condição de líder isolado cai sobre o golo supostamente mal anulado a Slimani e não sobre a incapacidade do Sporting ter marcado qualquer golo em 90 minutos fora do lance de Slimani.
Portanto, a tese do sportinguista para esta semana é a que "O Sporting merecia estar na frente isolado porque nos roubaram o golo limpo" em vez de "O Sporting merece ser apanhado pelo Benfica e Porto porque não fez a ponta de um chavelho durante 89 minutos para que justificasse a liderança.
Calimeros...
Agora a três já não se respira tão bem cá em cima e está um pouco mais bafiento o ambiente.
A estatísticas valem o que valem mas da última vez que o lugar de líder no Natal foi ocupado pelos 3 grandes foi quando o Benfica de Trapattoni foi campeão... a jogar à defesa com o Nuno Assis a 10 e o Petit a distribuir fruta no meio campo.
Mas digo isto só para encher chouriços que o entusiasmo não é muito.
Maio ainda me dói
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Respira-se melhor cá em cima.
Olha... O Sporting, a partilhar a liderança connosco e a vermos o Porto lá em baixo. O ar até está mais limpinho e respira-se melhor. Cheira bem... Cheira a Lisboa.
Já lá vai um tempinho desde que os dois clubes de Lisboa ficaram à frente do clube dos andrades. E muitos mais desde que ficaram ombro a ombro pela liderança.
Dois pontos, no entanto:
Primeiro:
O Porto está com um problema. Um problema de discernimento que se escudou o ano passado com uma vitória de campeonato sem saber ler nem escrever, ao sabor de um remate fortuito de um tipo qualquer que este ano nem se sabe bem onde anda.
Essa vitória e o desaire emocional do Benfica que surgiu após aquele malfadadop golo ofuscou uma realidade que já dura há dois anos.
O Porto tem pouco bandc e, desde que vendeu o Moutinho e o James ao Mónaco, pouco mais tem de plantel que Jackson e Fernando.
Mostra também que o Porto não tem treinador. Tem dirigentes que costumavam oferecer um plantel rico de soluções a qualquer macaco amestrado que se ligasse ao automático de um 4-3-3 bem oleado, tivesse a ajuda de algumas arbitragens estrategicamente encomendadas, e isso bastava para se ser campeão e com um bocadinho mais de esforço e inteligência, fazer brilharetes na europa.
Ora este ano o Porto tem um dirigente intermitente, um plantel sem extremos ou defesas laterais e pouco mais que um macaco amestrado com barba como treinador que, face às evidentes lacunas no plantel não sabe como se desenvencilhar desse problema. Mesmo com a ajuda limpinha do Capela, nem um miserável jogador que saiba marcar penaltis oferecidos o Porto tem...
As más exibições redundaram no inevitável. A perca de 7 pontos 7 para os dois principais rivais.
Dito isto vamos ao 2º ponto.
O Porto está em baixo (e numa crise mortal segundo os parincipais pasquins lisboetas de hoje) mas não está morto. Pinto da Costa está doente mas também não está morto e saberá identificar tão bem, ou melhor que qualquer pasquim ou blogger vermelho e verde sabe, quais são os problemas. O mercado de janeiro está à porta e ainda há mais de metade do campeonato pela frente.Da última vez que Benfica e Sporting ultrapassaram o Porto, Jesualdo levou a equipa a ser campeã com 11 pontos de avanço sobre o Benfica.
Cabe a nós Benfica - e ao Sporting se quiser e conseguir - fazer por manter o Porto abaixo com exibições e resultados consistentes.
Por enquanto o Benfica não é Cardozodependente tanto quanto o Porto é Jacksondependente. Lima e Rodrigo provaram-no bem nestes dois últimos jogos, da Champions e do Campeonato. O Sporting treve Slimani para as brancas de Montero.
O que o Sporting não tem ainda é cabeça e maturidade para lidar com a pressão dos jogos grandes e se esta época já o demonstrou por três vezes, duas com o Benfica e uma com o Porto, não será em 6 meses que a maturidade, que não existe, virá ao de cima.
É com estas contas que a liderança conquistada perto do Natal, mesmo que a meias com um rival, algo que normalmente é ao contrário para os lados da Luz que arranca com tesão mas esgota-se ao fim da primeira volta, que tenho um bocadinho mais de ilusão, pelo menos até à próxima derrota vergonhosa
Já lá vai um tempinho desde que os dois clubes de Lisboa ficaram à frente do clube dos andrades. E muitos mais desde que ficaram ombro a ombro pela liderança.
Dois pontos, no entanto:
Primeiro:
O Porto está com um problema. Um problema de discernimento que se escudou o ano passado com uma vitória de campeonato sem saber ler nem escrever, ao sabor de um remate fortuito de um tipo qualquer que este ano nem se sabe bem onde anda.
Essa vitória e o desaire emocional do Benfica que surgiu após aquele malfadadop golo ofuscou uma realidade que já dura há dois anos.
O Porto tem pouco bandc e, desde que vendeu o Moutinho e o James ao Mónaco, pouco mais tem de plantel que Jackson e Fernando.
Mostra também que o Porto não tem treinador. Tem dirigentes que costumavam oferecer um plantel rico de soluções a qualquer macaco amestrado que se ligasse ao automático de um 4-3-3 bem oleado, tivesse a ajuda de algumas arbitragens estrategicamente encomendadas, e isso bastava para se ser campeão e com um bocadinho mais de esforço e inteligência, fazer brilharetes na europa.
Ora este ano o Porto tem um dirigente intermitente, um plantel sem extremos ou defesas laterais e pouco mais que um macaco amestrado com barba como treinador que, face às evidentes lacunas no plantel não sabe como se desenvencilhar desse problema. Mesmo com a ajuda limpinha do Capela, nem um miserável jogador que saiba marcar penaltis oferecidos o Porto tem...
As más exibições redundaram no inevitável. A perca de 7 pontos 7 para os dois principais rivais.
Dito isto vamos ao 2º ponto.
O Porto está em baixo (e numa crise mortal segundo os parincipais pasquins lisboetas de hoje) mas não está morto. Pinto da Costa está doente mas também não está morto e saberá identificar tão bem, ou melhor que qualquer pasquim ou blogger vermelho e verde sabe, quais são os problemas. O mercado de janeiro está à porta e ainda há mais de metade do campeonato pela frente.Da última vez que Benfica e Sporting ultrapassaram o Porto, Jesualdo levou a equipa a ser campeã com 11 pontos de avanço sobre o Benfica.
Cabe a nós Benfica - e ao Sporting se quiser e conseguir - fazer por manter o Porto abaixo com exibições e resultados consistentes.
Por enquanto o Benfica não é Cardozodependente tanto quanto o Porto é Jacksondependente. Lima e Rodrigo provaram-no bem nestes dois últimos jogos, da Champions e do Campeonato. O Sporting treve Slimani para as brancas de Montero.
O que o Sporting não tem ainda é cabeça e maturidade para lidar com a pressão dos jogos grandes e se esta época já o demonstrou por três vezes, duas com o Benfica e uma com o Porto, não será em 6 meses que a maturidade, que não existe, virá ao de cima.
É com estas contas que a liderança conquistada perto do Natal, mesmo que a meias com um rival, algo que normalmente é ao contrário para os lados da Luz que arranca com tesão mas esgota-se ao fim da primeira volta, que tenho um bocadinho mais de ilusão, pelo menos até à próxima derrota vergonhosa
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Bora lá caralho!
Ontem foi mais um jogo típico de Portugal. Jogar bem, sofrer melhor e arrancar a merecida vitória a ferros, sangue, suor e lágrimas. Não há muitas mais análises a fazer. Ronaldo carrega a equipa às costas mas não joga sozinho.
A equipa aprendeu foi a jogar para ele em vez de esperar que seja ele a resolveer tudo sozinho. Há a pena de Ibrahimovic não jogar um mundial mas o resto da equipa da Suécia não tem a metade da qualidade do Ibra, que sim, fica à espera que ele resolva. Portugal merece estar no Brasil, Ronaldo merece estar no Brasil e arrisca-se a ser o melhor jogador português de todos os tempos, por mais que me custe reconhecer em detrimento do deus que ilustra o fundo deste blogue.
Para o ano o Verão vai ser animado. Até lá temos um campeonato e uma taça para ganhar e um figurão a fazer na Europa para que a seleção seja mais vermelha ainda. Se o Rúben não se lesionar e continuar a fazer o que começou esta época, se o André continuar a jogar bem nas laterais e se o Ivan, o André Gomes ou o Bernardo explodirem a tempo, talvez o nosso glorioso esteja melhor representado nas cores portuguesas para o ano.
Mas para isso é preciso que o Benfica ganhe títulos com portugueses a jogar lá
Que bons ventos nos levem o vermelho de volta ao Brasil!
A equipa aprendeu foi a jogar para ele em vez de esperar que seja ele a resolveer tudo sozinho. Há a pena de Ibrahimovic não jogar um mundial mas o resto da equipa da Suécia não tem a metade da qualidade do Ibra, que sim, fica à espera que ele resolva. Portugal merece estar no Brasil, Ronaldo merece estar no Brasil e arrisca-se a ser o melhor jogador português de todos os tempos, por mais que me custe reconhecer em detrimento do deus que ilustra o fundo deste blogue.
Para o ano o Verão vai ser animado. Até lá temos um campeonato e uma taça para ganhar e um figurão a fazer na Europa para que a seleção seja mais vermelha ainda. Se o Rúben não se lesionar e continuar a fazer o que começou esta época, se o André continuar a jogar bem nas laterais e se o Ivan, o André Gomes ou o Bernardo explodirem a tempo, talvez o nosso glorioso esteja melhor representado nas cores portuguesas para o ano.
Mas para isso é preciso que o Benfica ganhe títulos com portugueses a jogar lá
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