Parece que estava à espera de uma vitória na Champions para voltar a escrever. mesmo que essa vitória tenha sido arrancada a ferros, depois de uma exibição constantemente em esforço e atabalhoada e alimentada a motor Talisca.
O Talisca parece ser a nova coqueluche do Benfica. E em muito se parece com outro menino de ouro do glorioso, o João Pinto. Um vagabundo da área, não se sabe se joga à esquerda, se joga a médio centro, se a número 10 ou avançado. Dêm-lhe a bola que ele há-de inventar qualquer coisa com ela. E assim tem safado o Benfica nos últimos jogos, arrancados a ferros.
Falta-nos garra. Falta-nos pulmão a meio campo (Fejsa, volta rápido) falta-nos instinto matador. Lima não vai para novo e sente-se que lhe falta um Rodrigo para as trocas de posição e desmarcações ou um Cardozo para deambular livre pela área. Jonas pode fazer isso mas também não vai para novo e só serve para o mercado interno. Derley não tem pernas para estas andanças europeias. E nas alas? Se não há Gaitàn ou Salvio e o Ola se lesiona há o quê? Pizzi? Tiago?
Tudo isso revelou-se no jogo de ontem que ainda assim mostrou um Júlio César a mostrar porque é que é há tantos anos o titular da baliza do Brasil (há ali bolas que o César safa que tenho impressão que o Artur ia chegar um nadinha atrasado) e um Talisca abono de família que todos os benfiquistas rezam para que não se lesione...
E não quero deixar de falar no elefante na sala e este é bem grande:
Não
é que esteja a desculpar o penalti descarado do Jardel - xiça, o homem
nem disfarça - ou a não expulsão do Enzo, mas antes há um penalti não
assinalado por derrube ao Derley e uma falha técnica grave do árbitro ao
cortar um lance de ataque isolado
numa incompetente não utilização da lei da vantagem.
É óbvio que uma
mão ostensiva na grande área é esteticamente mais apelativa para os
críticos principalmente quando é ao fechar do pano, pelo que nestas
alturas faz-se a habitual instrumentalização das cegueiras seletivas e silêncios convenientes.
Na verdade estou-me a cagar para o penalti não assinalado e assumo a
tática do silêncio conveniente em resposta à cegueira seletiva dos outros, que isto da bola e de um milhão de euros estão-se
nas tintas para o resto.
Já agora não vi o presidente do Mónaco a vir chorar à UEFA meio milhão ou três pontos na secretaria...
Olhem amigos, o Benfica ganhou com um penalti contra não assinalado?
Vamos a ver o que o resto do ano traz. É importante, acima de tudo segurar a vantagem no campeonato. E na Champions fazer o mais dinheiro possível e, desta vez, pelo menos passar à segunda fase. É que na segunda fase podemos ganhar mais uma vez, ser eliminados e ainda assim ser digno, sem ter que passar pelo calvário da Liga Europa até ao fim e perder uma terceira final. Já não teria estômago para isso.
E assim fica-se livre para o campeonato até ao fim.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
E... estamos de volta!
Depois de um interregno de dois meses e meio, eis que resolvemos regressar. A pasmaceira do verão, a nulidade da seleção e o absoluto nenhum interesse que nutro pela pré-época e circo especulativo das contratações e vendas, levou-me a não ter interesse, nenhum, em escrever sobre o Benfica nem tão pouco sobre bola.
É claro que quando começou a contar o Benfica fez o que lhe competia. Ganhar. Neste caso, mais um título, apenas o 5º da categoria, que a Supertaça só serve para fazer com que o clube dos Andrades possa dizer que tem mais títulos que o Glorioso. Isto apesar de se ter desbaratado meia equipa campeã em vendas que em muito estão inquinadas pelas negociatas dos fundos. è uma opção que permite ter mais flexibilidade financeira mas que depois redunda invariavelmente na necessidade de reconstruir meia equipa ano após ano.
Ainda assim o Benfica não perdeu a identidade. perdeu isso sim poder de fogo. E as duas magras vitórias do início do campeonato anunciaram um corolário que se cumpriu ontem
De todas as perdas nem Markovic nem Oblak (o problema não foi ter perdido Oblak, foi ter ficado com o Artur) nem o Garay foram as mais importantes. A perda mais importante foi mesmo o Rodrigo. E isso viu-se no jogo de ontem. O domínio massacrante do Benfica durante os primeiros vinte minutos e depois naquele quarto de hora da segunda parte tinha de ter dado golos. O Talisca não é avançado, Lima necessita de um melhor apoio, e Derley entrou tarde. Precisávamos do Rodrigo mas já não era nosso desde o meio da época passada.
E assim foi que enfrentámos o Sporting ontem. Com personalidade e domínio mas sem poder de fogo. E com a oferta do Artur e a incapacidade dianteira, oferecemos um ponto ao Sporting e dois ao Porto. O Benfica é assim, generoso.Ainda é cedo no campeonato mas como disse Jesus, não é agradável não ganhar ao Sporting.
De qualquer maneira foi um grande ambiente que se viveu ontem na Luz. Mais de 60.000 nas bancadas com as claques imparáveis, os adeptos empurraram a equipa durante aqueles 15 minutos infernais da 2ª parte onde o Sporting se viu encostado às cordas e só o salvou S. Patrício. Mas faltou-nos poder de fogo e o Artur já tinha feito o estrago.
Ontem o jogo iniciou-se com um lembrete, para os adversários mas também para a equipa:
Campeões nacionais. Por 33 vezes. Agora cumpram esses pergaminhos que ser campeão não é só um pano gigante que se mostra nos dérbis.
P.S Ver o Benfica nos lugares Fundador (um grande obrigado à Clara e ao Zé Fialho) dá azo a ouvir comentários do género: "Olha-me para esta merda! Ainda é pior que o Costa Pereira!"
Benfica Old School, bitchezz
É claro que quando começou a contar o Benfica fez o que lhe competia. Ganhar. Neste caso, mais um título, apenas o 5º da categoria, que a Supertaça só serve para fazer com que o clube dos Andrades possa dizer que tem mais títulos que o Glorioso. Isto apesar de se ter desbaratado meia equipa campeã em vendas que em muito estão inquinadas pelas negociatas dos fundos. è uma opção que permite ter mais flexibilidade financeira mas que depois redunda invariavelmente na necessidade de reconstruir meia equipa ano após ano.
Ainda assim o Benfica não perdeu a identidade. perdeu isso sim poder de fogo. E as duas magras vitórias do início do campeonato anunciaram um corolário que se cumpriu ontem
De todas as perdas nem Markovic nem Oblak (o problema não foi ter perdido Oblak, foi ter ficado com o Artur) nem o Garay foram as mais importantes. A perda mais importante foi mesmo o Rodrigo. E isso viu-se no jogo de ontem. O domínio massacrante do Benfica durante os primeiros vinte minutos e depois naquele quarto de hora da segunda parte tinha de ter dado golos. O Talisca não é avançado, Lima necessita de um melhor apoio, e Derley entrou tarde. Precisávamos do Rodrigo mas já não era nosso desde o meio da época passada.
E assim foi que enfrentámos o Sporting ontem. Com personalidade e domínio mas sem poder de fogo. E com a oferta do Artur e a incapacidade dianteira, oferecemos um ponto ao Sporting e dois ao Porto. O Benfica é assim, generoso.Ainda é cedo no campeonato mas como disse Jesus, não é agradável não ganhar ao Sporting.
De qualquer maneira foi um grande ambiente que se viveu ontem na Luz. Mais de 60.000 nas bancadas com as claques imparáveis, os adeptos empurraram a equipa durante aqueles 15 minutos infernais da 2ª parte onde o Sporting se viu encostado às cordas e só o salvou S. Patrício. Mas faltou-nos poder de fogo e o Artur já tinha feito o estrago.
Ontem o jogo iniciou-se com um lembrete, para os adversários mas também para a equipa:
Campeões nacionais. Por 33 vezes. Agora cumpram esses pergaminhos que ser campeão não é só um pano gigante que se mostra nos dérbis.
P.S Ver o Benfica nos lugares Fundador (um grande obrigado à Clara e ao Zé Fialho) dá azo a ouvir comentários do género: "Olha-me para esta merda! Ainda é pior que o Costa Pereira!"
Benfica Old School, bitchezz
segunda-feira, 16 de junho de 2014
O Vermelho de Portugal
Eis que um mês e meio depois volto à escrita futebolística. Os meus últimos dois posts referiam-se à vitória do campeonato pelo Glorioso e à épica passagem do Benfica à Final da Liga Europa, anulando a equipa piemontesa no seu próprio estádio. O momento épico ficou-se por aí. Duas semanas depois, já com a Taça da liga ganha, o fantasma do raio do húngaro mostrou-se bem vivo. Desde então, e já com os fantasmas de 2013 completamente sandaos, um triplete ganho após a vitória na Taça (finalmente Jesus matou esse borrego), não havia para mim muito mais a escrever sobre o Benfica. O que tinha a dizer foi tudo dito no post de 22 de abril, que faz um apanhado das emoções das duas épocas que abrangem este blogue. Assim sendo, meti umas férias no blogue.
Mas este é um ano de mundial e apesar do vermelho que me move no dia-a-dia ser sediado ali no Estádio da Luz, os jogos da seleção sempre tiveram para mim uma carga emocional grande. Como todos os portugueses vivi intensamente o Europeu de 2004, o mundial de 2006 e o de 2010 e ainda está atravessada na garganta aquela derrota nos penalties na meia final contra o futebol de merda da espanha em 2012. É com um misto de arrepio e saudade difusa que me lembro do bigode do Chalana na campanha épica do Euro '84 e que me dá um assomo de desilusão quando me recordo do México 86. No entanto, os jogos que me marcam mais emocionalmente são mesmo o das meias finais com a França em 2000 e o épico jogo dos quartos der final com a Inglaterra em 2004.
Esse jogo, aliás, marca a única vez em que senti um descontrolo emocional que não se explica racionalmente e a única vez que chorei como uma menina por causa do futebol. O responsável? o maestro, o eterno vermelho Rui Costa. O vídeo fala por si, o relato imortal do Jorge Perestrelo, é causa sui:
O jogo de hoje é o jogo de hoje. O jogo de hoje tem 90 minutos. O jogo de hoje não é sobre se somos a melhor equipa, se a época foi bem preparada, sobre se devia jogar A ou B. O jogo de hoje é sobre isto e apenas isto.
Mas este é um ano de mundial e apesar do vermelho que me move no dia-a-dia ser sediado ali no Estádio da Luz, os jogos da seleção sempre tiveram para mim uma carga emocional grande. Como todos os portugueses vivi intensamente o Europeu de 2004, o mundial de 2006 e o de 2010 e ainda está atravessada na garganta aquela derrota nos penalties na meia final contra o futebol de merda da espanha em 2012. É com um misto de arrepio e saudade difusa que me lembro do bigode do Chalana na campanha épica do Euro '84 e que me dá um assomo de desilusão quando me recordo do México 86. No entanto, os jogos que me marcam mais emocionalmente são mesmo o das meias finais com a França em 2000 e o épico jogo dos quartos der final com a Inglaterra em 2004.
Esse jogo, aliás, marca a única vez em que senti um descontrolo emocional que não se explica racionalmente e a única vez que chorei como uma menina por causa do futebol. O responsável? o maestro, o eterno vermelho Rui Costa. O vídeo fala por si, o relato imortal do Jorge Perestrelo, é causa sui:
Quando o Rui Costa a mete lá dentro dei por mim de joelhos a chorar como uma madalena a gritar descontroladamente o nome do Rui Costa.
Vamos por partes:
Ver um jogo do Benfica parte de uma emoção racional, se é que é possível descrevê-la assim. Parte de uma certeza que o Benfica é o maior, que o seu dever é ganhar e as vitórias do Benfica correspondem a uma expetativa. Ver or Benfica parte de uma relação de comércio existencial. O adepto investe emocionalmente e também monetariamente, se for sócio, na equipa durante os 10 meses da época e espera que a sua equipa corresponda a esse investimento. Por isso é que uma época como a de 2013 deixa marcas profundas no adepto quando corre mal e limita-se a confirmar o investimento do adepto, quando tudo corre bem. O adepto fica satisfeito, escarnece dos seus adversários, usa o produto desse investimento na época seguinte e por aí adiante, contruindo em conjunto a grandeza do clube e reciprocamente da massa adepta. É um trabalho contínuo. É uma relação diária para a vida inteira.
Assistir a um jogo da Seleção nacional na fase final de um qualquer campeonato parte de um pressuposto completamente diferente. Ser de Portugal não exige investimento diário emocional. Nós não acompanhamos semanalmente a seleção e esta só joga a sério de dois em dois anos. Não temos de lidar com adeptos de clubes adversários diariamento, não temos de defender as vitórias dos nosso clube perante os outros nem justificar as derrotas ou cobrá-las perante nós.
Ao contrario de ser do Benfica, que é uma relação estável e duradoura, que se contrói ao longo de 30 jornadas durante um ano inteiro, ser da seleção é como uma paixão de verão ardente, que se esgota a cada jogo.
A emoção do jogo de hoje não depende de como está a equipa no campeonato, como é que a equipa vai gerir o resto da época ou que implicações para as provas do resto da época terá a performance de hoje. O jogo de hoje é o jogo de hoje. Durará apenas 90 minutos, reduz-se a si pópria, depende apenas de como irá o Ronaldo jogar, de como o Moutinho colocará a bola no Hugo Almeida, de como o Bruno Alves irá tirar a bola da cabeça de um alemão.
O jogo de hoje é o jogo de hoje. O jogo de hoje tem 90 minutos. O jogo de hoje não é sobre se somos a melhor equipa, se a época foi bem preparada, sobre se devia jogar A ou B. O jogo de hoje é sobre isto e apenas isto.
"VAMOS LÁ CARALHO E LIMPAR AQUELE SORRISO ARROGANTE DAS FUÇAS DOS FILHADAPUTA DOS BOCHES COM AS BOTAS DO RONALDO, FODA-SE"
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Puta que os pariu
É isso, mais nada a dizer.

Vão-se foder piemonteses de merda. Isto é o Benfica.
Esta é a minha entrada de blogue hoje. Mais nada. Não quero saber do sofrimento do ano passado, não quero saber do Sevilha daqui a duas semanas.
Vencemos esta eliminatória ao campeão italiano no seu próprio terreno com uma chapada nas ventas e menos 2.
Vão-se foder. Isto é o Benfica.
E dia 14 jogamos em casa. Esta vitória é também pelo Torino.
Vemo-nos daqui a 14 dias.
P.S. Quero agradecer ao Futebol Clube do Porto por ter dado oportunidade ao Benfica de ter treinado durante 120 minutos a jogar com menos um durante dois jogos. Foi um atitude patriótica. Obrigado FC Porto.
Vemo-nos daqui a 14 dias.
P.S. Quero agradecer ao Futebol Clube do Porto por ter dado oportunidade ao Benfica de ter treinado durante 120 minutos a jogar com menos um durante dois jogos. Foi um atitude patriótica. Obrigado FC Porto.
terça-feira, 22 de abril de 2014
A grandeza deste Clube
I Want it all
I want it all
I Want it all
And I want it now
Versava uma faixa do penúltimo álbum de estúdio dos seminais Queen já faz 25 anos.
Quando resolvi escrever este blogue, para além de pretender preencher uma lacuna de escriba cibernético (mandar bitaites sobre bola) tinha enraizado no subconsciente uma sensação que volta e meia subia a uma convicção consciente de que a época de 2012/2013 seria a época onde o Benfica mostraria finalmente a sua grandeza e acabaria com a hegemonia do Futebol Clube do Porto.
Foi com essa certeza mais ou menos desavergonhadamente assumida que comecei este blogue com o entusiasmo e a soberba própria do adepto do maior clube português. A época passada e as suas exibições fizeram-nos acreditar numa época de sonho e a esperança enraizou-se de tal modo que passou a certeza. No início de maio éramos líderes, finalistas de uma competição europeia, prestes a ganhar mais um ataça. A Grandeza do clube só podia produzir um sentimento. "Este ano queremos tudo e vamos consegui-lo."
Numa semana esse sentimento levou um pontapé nos dentes. Um pontapé colocado por um jogador obscuro, num fatídico minuto 92 no estádio do nosso maior adversário e que deixou marcas para a semana seguinte, de tal sorte que o abalo provocado impediu animicamente a equipa de recuperar e ganhar o que quer que fosse. Foi o maior balde de água fria que os adeptos do Benfica alguma vez levaram. Maior ainda que o balde de água fria do penalty falhado pelo Veloso em 89.
Maio de 2013 deu-nos acima de tudo uma grande lição de humildade e ensinou-nos que a grandeza faz-se também, para além da história e dos feitos, de reconhecer a fraqueza inerente às falhas, às lacunas, às más decisões ou simplesmente à má sorte. O Benfica, talvez como nunca na sua história, teve a consciência que não basta dizer que se é o maior porque ser o maior depende em muito de demonstrar que é o maior e essa demonstração depende de resultados.
Não me interpretem mal. Na vitória, e também na derrota, o Benfica foi, é e será sempre o maior. Porque o amor por um clube não depende exclusivamente das suas vitórias, que o digam os adeptos do Sporting ou até mesmo do Braga ou Guimarães, que têm das massas adeptas mais entusiastas do pobre panorama futebolístico deste pobre país. Mas é na execução da sua superioridade em campo que um clube demonstra a sua grandeza e, por mais que digamos que somos os maiores, temos de ter um caneco para o demonstrar.
Mas também não basta ter o caneco.O Porto o ano passado ganhou a única coisa que tinha para ganhar no fim de sua época arrastada a ilusões de futebol competente, sem saber como. Ganhou o campeonato na reta final, dependendo de um tropeço, de um golpe de sorte, de um capricho da Nike (a deusa, não a marca) e, ato contínuo, a certeza e a esperança, a alegria acumulada dos adeptos do Benfica que tinham tudo a ganhar, levaram um estalo que demorou um ano inteiro a recuperar.
Preferia ter ganho tudo o ano passado em vez deste ano? Preferia. Estava psicologicamente preparado para isso. As minhas expetativas e esperanças prepararam-se para ser campeão o ano passado e isso tornou-se um ato falhado. Esse ato falhado envenenou-me a alegria acumulada, fabricada, carinhosamente cultivada durante um ano, a partir das mais legítimas aspirações. Disso nunca irei recuperar.
Mas, por outro lado, foi um chamar à realidade, foi uma lição que a grandeza do clube também se faz de humildade e trabalho e que quando um clube cai não fica lá estendido. Foi uma lição que a derrota não é o fim, a derrota é apenas um momento passageiro e que na derrota também se arranjam ferramentas para elevar o espírito, a dignidade e a força de um clube.
Jorge Jesus também tem razão. Só as grandes equipas perdem tudo no fim porque só as grandes equipas estão até ao fim para poder ganhar ou perder. E se houve algo que nestes dois anos o Benfica demonstrou é que é uma grande equipa.
Esta época contive sempre o entusiasmo, em grande parte porque também não o conseguia recuperar mesmo que quisesse. E, apesar de não acreditar que fôssemos perder o campeonato duas vezes seguidas, o entusiasmo só regressou em pleno e aos níveis da época passada, na quarta-feira da semana que agora findou. A reviravolta épica sobre o Porto na Luz, para a meia-final da Taça de Portugal, com mais de uma hora a jogar com menos um, demonstrou que o ano passado o que aconteceu foi apenas um golpe fortuito, uma bênção divina, uma qualquer dívida antiga que o Porto deixou até ao fim para cobrar e meteu o requerimento na secretaria do Olimpo à última da hora. Este ano os deuses já não devem nada a Pinto da Costa e fez-se justiça. Essa vitória resumiu em 90 minutos a grandeza e a superioridade do Benfica nestes últimos dois anos.
Está bem que para a estatística e história o que fica são as vitórias do Porto, Braga, Chelsea e Guimarães no ano passado, mas só o Benfica em dois anos esteve sempre à beira de ganhar tudo o que tinha. Só o Benfica esteve sempre em todas as frentes durante dois anos seguidos até ao fim e se o ano passado tudo perdeu, este ano já tirámos um peso de cima. O Campeonato já cá canta. Essa alegria já ninguém nos tira. A partir daqui já só há coisas a ganhar. Quinta feira é a próxima etapa.A estatística, como sempre, far-se-á no fim da época. Para já só uma coisa é evidente. A grandeza deste clube.
I want it all
I Want it all
And I want it now
Versava uma faixa do penúltimo álbum de estúdio dos seminais Queen já faz 25 anos.
Quando resolvi escrever este blogue, para além de pretender preencher uma lacuna de escriba cibernético (mandar bitaites sobre bola) tinha enraizado no subconsciente uma sensação que volta e meia subia a uma convicção consciente de que a época de 2012/2013 seria a época onde o Benfica mostraria finalmente a sua grandeza e acabaria com a hegemonia do Futebol Clube do Porto.
Foi com essa certeza mais ou menos desavergonhadamente assumida que comecei este blogue com o entusiasmo e a soberba própria do adepto do maior clube português. A época passada e as suas exibições fizeram-nos acreditar numa época de sonho e a esperança enraizou-se de tal modo que passou a certeza. No início de maio éramos líderes, finalistas de uma competição europeia, prestes a ganhar mais um ataça. A Grandeza do clube só podia produzir um sentimento. "Este ano queremos tudo e vamos consegui-lo."
Numa semana esse sentimento levou um pontapé nos dentes. Um pontapé colocado por um jogador obscuro, num fatídico minuto 92 no estádio do nosso maior adversário e que deixou marcas para a semana seguinte, de tal sorte que o abalo provocado impediu animicamente a equipa de recuperar e ganhar o que quer que fosse. Foi o maior balde de água fria que os adeptos do Benfica alguma vez levaram. Maior ainda que o balde de água fria do penalty falhado pelo Veloso em 89.
Maio de 2013 deu-nos acima de tudo uma grande lição de humildade e ensinou-nos que a grandeza faz-se também, para além da história e dos feitos, de reconhecer a fraqueza inerente às falhas, às lacunas, às más decisões ou simplesmente à má sorte. O Benfica, talvez como nunca na sua história, teve a consciência que não basta dizer que se é o maior porque ser o maior depende em muito de demonstrar que é o maior e essa demonstração depende de resultados.
Não me interpretem mal. Na vitória, e também na derrota, o Benfica foi, é e será sempre o maior. Porque o amor por um clube não depende exclusivamente das suas vitórias, que o digam os adeptos do Sporting ou até mesmo do Braga ou Guimarães, que têm das massas adeptas mais entusiastas do pobre panorama futebolístico deste pobre país. Mas é na execução da sua superioridade em campo que um clube demonstra a sua grandeza e, por mais que digamos que somos os maiores, temos de ter um caneco para o demonstrar.
Mas também não basta ter o caneco.O Porto o ano passado ganhou a única coisa que tinha para ganhar no fim de sua época arrastada a ilusões de futebol competente, sem saber como. Ganhou o campeonato na reta final, dependendo de um tropeço, de um golpe de sorte, de um capricho da Nike (a deusa, não a marca) e, ato contínuo, a certeza e a esperança, a alegria acumulada dos adeptos do Benfica que tinham tudo a ganhar, levaram um estalo que demorou um ano inteiro a recuperar.
Preferia ter ganho tudo o ano passado em vez deste ano? Preferia. Estava psicologicamente preparado para isso. As minhas expetativas e esperanças prepararam-se para ser campeão o ano passado e isso tornou-se um ato falhado. Esse ato falhado envenenou-me a alegria acumulada, fabricada, carinhosamente cultivada durante um ano, a partir das mais legítimas aspirações. Disso nunca irei recuperar.
Mas, por outro lado, foi um chamar à realidade, foi uma lição que a grandeza do clube também se faz de humildade e trabalho e que quando um clube cai não fica lá estendido. Foi uma lição que a derrota não é o fim, a derrota é apenas um momento passageiro e que na derrota também se arranjam ferramentas para elevar o espírito, a dignidade e a força de um clube.
Jorge Jesus também tem razão. Só as grandes equipas perdem tudo no fim porque só as grandes equipas estão até ao fim para poder ganhar ou perder. E se houve algo que nestes dois anos o Benfica demonstrou é que é uma grande equipa.
Esta época contive sempre o entusiasmo, em grande parte porque também não o conseguia recuperar mesmo que quisesse. E, apesar de não acreditar que fôssemos perder o campeonato duas vezes seguidas, o entusiasmo só regressou em pleno e aos níveis da época passada, na quarta-feira da semana que agora findou. A reviravolta épica sobre o Porto na Luz, para a meia-final da Taça de Portugal, com mais de uma hora a jogar com menos um, demonstrou que o ano passado o que aconteceu foi apenas um golpe fortuito, uma bênção divina, uma qualquer dívida antiga que o Porto deixou até ao fim para cobrar e meteu o requerimento na secretaria do Olimpo à última da hora. Este ano os deuses já não devem nada a Pinto da Costa e fez-se justiça. Essa vitória resumiu em 90 minutos a grandeza e a superioridade do Benfica nestes últimos dois anos.
Está bem que para a estatística e história o que fica são as vitórias do Porto, Braga, Chelsea e Guimarães no ano passado, mas só o Benfica em dois anos esteve sempre à beira de ganhar tudo o que tinha. Só o Benfica esteve sempre em todas as frentes durante dois anos seguidos até ao fim e se o ano passado tudo perdeu, este ano já tirámos um peso de cima. O Campeonato já cá canta. Essa alegria já ninguém nos tira. A partir daqui já só há coisas a ganhar. Quinta feira é a próxima etapa.A estatística, como sempre, far-se-á no fim da época. Para já só uma coisa é evidente. A grandeza deste clube.
sexta-feira, 14 de março de 2014
Um gajo da Amadora III (nómber tri)
Antes de mais, devo frisar a minha observação do post imediatamente anterior a este quando referi que o Luisão está a fazer a melhor época que já vi desde que está no Benfica. É certo que já tem 33 anos mas é um central com uma classe, frieza e dedicação como há muito não vejo no meu clube. desde talvez, o Ricardo. Em 11 anos talvez não tenha sido sempre assim mas esta época está insuperável. Obrigado capitão. és, mesmo, o maior. Magnífico jogo ontem em Londres. Magnífico Ruben, magnífico gaitan a entrar perfeito. Muito bom jogo. Pode não dar em nada no resultado final da competição, mas assim deu prazer ver o meu Benfica jogar.
Agora voltemos ao gajo da Amadora. Não é a primeira nem a segunda vez, aqui fica a terceira crónica do gajo da Amadora num blogue que pouco mais de um ano tem.
Jesus! É o maior, foda-se... (Não tão grande quanto o Luisão...) O maior mitra, xunga, qualquer adjetivo que queiram, mas é o Jesus! Com altos e baixos, com mais ou menos teimosia, com mais ou menos títulos conquistados e mais perdidos, com erros crassos de gestão e jogadas tátricas brilhantes, o que o Jesus é, inegavel e eternamente, é só mais um gajo da Amadora.
Ontem o treinador dos Spurs respondia com alguma azia que Jesus não tinha classe...
Se o Tim Sherwood viesse a Lisboa um dia,
fosse ali a Sete Rios, apanhasse um qualquer comboio que dissesse
Mira-Sintra/Meleças e saísse na estação da Amadora e andasse uns metros
do Jardim até à à Venteira ou andasse até à Reboleira, ou visitasse
a Margem Sul, aqui na Amora e refizesse o percurso do Jesus ali
Medideira, passeasse desde o campo do Amora até ao Bairro 25 de Abril
ali ao acabar a Quinta do Batateiro, na fronteira da Quinta da Princesa,
saberia que era escusado tentar juntar na mesma frase "Classe" e "Jorge
Jesus".
Esqueçam isso, deixem de ladrar a essa porta. Jesus é e há-de ser sempre assim. Não lhe pedimos classe, pedimos-lhe que dignifique as equipas do Benfica e se o preço para colocar o Glorioso a jogar da forma que jogou ontem é ser o mitra irascível que volta e meia se liberta da máscara e mostra as suas raízes cultivadas entre a Reboleira e a Medideira, então pode passar o resto da época a enfiar dedos nas trombas dos treinadores adversários.
A penny it's a penny and a cretin is a cretin, diria o Manuel Machado.
Rola a bola.
P. S., Já agora, estive a ver o resumo do Porto ontem. Mas estavam a jogar à porta fechada? Não estava lá ninguém... Estão à espera dos One Direction para terem uma enchente este ano?
Está bem que a Liga Europa não é a Champions mas esse barco para o Porto já passou há dez anos. O Porto hoje pertence ao mesmo clube que o Benfica. a segunda liga europeia. Os adeptos que não se iludam que durante muitos anos na Europa noites de bons resultados nas competições europeias não irão ser muito mais diferentes da de ontem. Convém aproveitá-las.
Já agora, a culpa não era só do macaco mal amestrado. O Alex Sandro viu o amarelo no jogo de ontem e não joga em Itália. Joga quem? Tem de ser o Mangala. O Porto teve a época inteira a jogar só com dois laterais. Querem ganhar o quê assim?
Agora voltemos ao gajo da Amadora. Não é a primeira nem a segunda vez, aqui fica a terceira crónica do gajo da Amadora num blogue que pouco mais de um ano tem.
Jesus! É o maior, foda-se... (Não tão grande quanto o Luisão...) O maior mitra, xunga, qualquer adjetivo que queiram, mas é o Jesus! Com altos e baixos, com mais ou menos teimosia, com mais ou menos títulos conquistados e mais perdidos, com erros crassos de gestão e jogadas tátricas brilhantes, o que o Jesus é, inegavel e eternamente, é só mais um gajo da Amadora.
Ontem o treinador dos Spurs respondia com alguma azia que Jesus não tinha classe...
![]() |
| Ponho-te tri fingers in the ass |
Esqueçam isso, deixem de ladrar a essa porta. Jesus é e há-de ser sempre assim. Não lhe pedimos classe, pedimos-lhe que dignifique as equipas do Benfica e se o preço para colocar o Glorioso a jogar da forma que jogou ontem é ser o mitra irascível que volta e meia se liberta da máscara e mostra as suas raízes cultivadas entre a Reboleira e a Medideira, então pode passar o resto da época a enfiar dedos nas trombas dos treinadores adversários.
A penny it's a penny and a cretin is a cretin, diria o Manuel Machado.
Rola a bola.
P. S., Já agora, estive a ver o resumo do Porto ontem. Mas estavam a jogar à porta fechada? Não estava lá ninguém... Estão à espera dos One Direction para terem uma enchente este ano?
Está bem que a Liga Europa não é a Champions mas esse barco para o Porto já passou há dez anos. O Porto hoje pertence ao mesmo clube que o Benfica. a segunda liga europeia. Os adeptos que não se iludam que durante muitos anos na Europa noites de bons resultados nas competições europeias não irão ser muito mais diferentes da de ontem. Convém aproveitá-las.
Já agora, a culpa não era só do macaco mal amestrado. O Alex Sandro viu o amarelo no jogo de ontem e não joga em Itália. Joga quem? Tem de ser o Mangala. O Porto teve a época inteira a jogar só com dois laterais. Querem ganhar o quê assim?
segunda-feira, 10 de março de 2014
Só mais uma jornada.
Quando comecei este blogue estava cheio de ilusões e certezas e há certezas que permanecem inabaláveis. Que o Benfica é o maior clube do mundo, que o Eusébio era deus na terra, que ir ao Estádio da Luz é meia razão para estar vivo. As ilusões esvaziaram-se entretanto desde maio passado. Por isso é que há um ano este blogue tinha em fevereiro seis glorioses posts cheios de alegria e orgulho vermelho que iluminavam o caminho da verdade benfiquista com o futuro mais que certo e este ano o segundo mês de 2014 apenas tem um post, isto apesar da vitória caseira contra o Sporting e os resultados mais ou menos decentes na Europa. As desilusões têm esta capacidade enegrecida de sugar a alegria e esperança no futuro mas também têm a capacidade de nos deixar mais realistas, cautelosos e com uma dose de cinismo que de outro modo seria impossível cultivar.
Com os resultados de ontem, se fosse no ano passado, estaria cheio de tesão e espumaria vitória dos poros em cada palavra que escrevesse. Hoje apenas digo:
Grande Luisão. Estás a fazer a melhor época no Benfica desde que te vi chegar há 11 anos atrás. És um dos maiores capitães que este clube já teve. Humildade, trabalho, raça. Parte do que o Benfica é hoje e foi na última década, para o mal e para o bem, está na careca deste senhor. Obrigado por tudo, independentemente de como acabarmos esta época.
Grande Gaitán. É um jogador excecional e apenas a irregularidade das suas exibições o impediu de ter saído do Benfica há mais tempo. Tem feito uma época portentosa e merece que a sua saída inevitável no fim da época seja coroada com um título.
De resto, não acredito em fantasmas. Cada época é uma época e esta época nada tem a ver com a época passada. O ano passado empatámos com o Estoril depois de uma vitória arrancada a ferros na Madeira, com os jogadores esgotadíssimos física e emocionalmente e com mais um momento Carlos Martins para a posteridade. Este ano andamos a passear pelo campeonato enquanto os rivais diretos se embrulham aos tropeções a 7 e a 9 pontos de distância. Não acredito em fantasmas. "Pero que los hay...." dirão vocês. Pois, mesmo que existam, não acredito neles e estou-me nas tintas para eles se existirem Assim, se maio bater-nos de frente outra vez, não será uma surpresa, se não bater, também não. A história pode-se repetir mas os sentimentos já não. Na verdade, já estou à espera de tudo, por isso, que se lixe e siga a bola.
Agora... Para mais um momento Calimero!
O Sporting é encavado à grande e à charroque em Setúbal depois de ver um golo mal anulado e um penalti inventado em cima do apito final por um árbitro da AF Porto, mesmo a jeito e a tempo do FC Porto ressuscitar, agora que não tem mais nenhum macaco amestrado mas sim um tipo qualquer de cabelo branco que foram buscar aos arquivos e que se lembrou que tem mais plantel e podia fazer qualquer coisa mais do que o macaco amestrado anterior. Assim, vindo do nada e em vésperas de clássico, o Porto, que estaria em risco de ver fugir o acesso direto ao abono de família da Champions fica de repente a dois pontos da lagartagem com a possibilidade de vir a Lisboa recuperar o segundo lugar.
Primeiro:
Esta seria a teoria da conspiração imediata mas parece que há ainda muito sportingusta, principalmente na blogosfera, que, mesmo que esteja à beira de ver o seu segundo lugar roubado à grande e à portista só vê vermelho à frente. Muitas vezes parece que Sporting, mesmo que esteja a ser comido por trás à bruta por uma gigantesca pila azul, só consegue ver vermelho. Mesmo que o vermelho já esteja a sete pontos de distância.
Segundo:
Parece que ontem no Bonfim só existiu um golo mal anuladoo e um penalti inventado. Parece que o golo do Slimani foi uma coisa inequívoca e que o Capel foi violentamente derrubado por um adversário na área.
É impressionante como para muitos Calimeros de Alvalade, apesar dos casos em que têm razão de queixa, mesmo a marcar dois golos com uma bola que ninguém viu a entrar a não ser o fiscal de linha e com um penalti que só o árbitro viu, com o Porto a cheirar-lhes o segundo lugar a uma semana do clássico, consegue ainda por cima disto tudo dizer que o Benfica está a ser levado ao colo.
Chiça...
Com os resultados de ontem, se fosse no ano passado, estaria cheio de tesão e espumaria vitória dos poros em cada palavra que escrevesse. Hoje apenas digo:
Grande Luisão. Estás a fazer a melhor época no Benfica desde que te vi chegar há 11 anos atrás. És um dos maiores capitães que este clube já teve. Humildade, trabalho, raça. Parte do que o Benfica é hoje e foi na última década, para o mal e para o bem, está na careca deste senhor. Obrigado por tudo, independentemente de como acabarmos esta época.
Grande Gaitán. É um jogador excecional e apenas a irregularidade das suas exibições o impediu de ter saído do Benfica há mais tempo. Tem feito uma época portentosa e merece que a sua saída inevitável no fim da época seja coroada com um título.
De resto, não acredito em fantasmas. Cada época é uma época e esta época nada tem a ver com a época passada. O ano passado empatámos com o Estoril depois de uma vitória arrancada a ferros na Madeira, com os jogadores esgotadíssimos física e emocionalmente e com mais um momento Carlos Martins para a posteridade. Este ano andamos a passear pelo campeonato enquanto os rivais diretos se embrulham aos tropeções a 7 e a 9 pontos de distância. Não acredito em fantasmas. "Pero que los hay...." dirão vocês. Pois, mesmo que existam, não acredito neles e estou-me nas tintas para eles se existirem Assim, se maio bater-nos de frente outra vez, não será uma surpresa, se não bater, também não. A história pode-se repetir mas os sentimentos já não. Na verdade, já estou à espera de tudo, por isso, que se lixe e siga a bola.
Agora... Para mais um momento Calimero!
O Sporting é encavado à grande e à charroque em Setúbal depois de ver um golo mal anulado e um penalti inventado em cima do apito final por um árbitro da AF Porto, mesmo a jeito e a tempo do FC Porto ressuscitar, agora que não tem mais nenhum macaco amestrado mas sim um tipo qualquer de cabelo branco que foram buscar aos arquivos e que se lembrou que tem mais plantel e podia fazer qualquer coisa mais do que o macaco amestrado anterior. Assim, vindo do nada e em vésperas de clássico, o Porto, que estaria em risco de ver fugir o acesso direto ao abono de família da Champions fica de repente a dois pontos da lagartagem com a possibilidade de vir a Lisboa recuperar o segundo lugar.
Primeiro:
Esta seria a teoria da conspiração imediata mas parece que há ainda muito sportingusta, principalmente na blogosfera, que, mesmo que esteja à beira de ver o seu segundo lugar roubado à grande e à portista só vê vermelho à frente. Muitas vezes parece que Sporting, mesmo que esteja a ser comido por trás à bruta por uma gigantesca pila azul, só consegue ver vermelho. Mesmo que o vermelho já esteja a sete pontos de distância.
Segundo:
Parece que ontem no Bonfim só existiu um golo mal anuladoo e um penalti inventado. Parece que o golo do Slimani foi uma coisa inequívoca e que o Capel foi violentamente derrubado por um adversário na área.
É impressionante como para muitos Calimeros de Alvalade, apesar dos casos em que têm razão de queixa, mesmo a marcar dois golos com uma bola que ninguém viu a entrar a não ser o fiscal de linha e com um penalti que só o árbitro viu, com o Porto a cheirar-lhes o segundo lugar a uma semana do clássico, consegue ainda por cima disto tudo dizer que o Benfica está a ser levado ao colo.
Chiça...
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